Política

Lula: Eleição não será 'fácil' e militância não pode 'descansar nem um dia'

06/08/2022 07h26
De acordo com o mais recente levantamento do Datafolha, divulgado em julho, Lula tem 18 pontos de vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL)
Lula: Eleição não será 'fácil' e militância não pode 'descansar nem um dia'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 5, que a disputa deste ano pode ser difícil e pediu para a militância não "descansar nem um dia". O petista lidera as pesquisas de intenção de voto, em um cenário que a média dos levantamentos indica estabilidade, de acordo com o agregador de pesquisas do Estadão.

"Sei que não é uma eleição fácil, que já está ganha" afirmou, durante ato em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) nesta tarde, em São Paulo, no Dia Nacional da Saúde. "Se vocês quiserem realmente mudar esse País, nós temos 59 dias durante os quais a gente não pode descansar nem um dia. É preciso desfazer a fábrica de mentiras montada por eles por meio do WhatsApp, das fake news".

Mesmo com o primeiro lugar nas principais pesquisas de intenção de voto, petistas avaliam que medidas como a PEC dos Benefícios, que turbinou uma auxílios às vésperas das eleições, podem ter um efeito positivo na campanha do presidente, tornando mais difícil uma possível vitória em primeiro turno.

De acordo com o mais recente levantamento do Datafolha, divulgado em julho, Lula tem 18 pontos de vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). O petista tem 47% das intenções de voto. Já o chefe do Executivo tem 29%, oscilando um ponto para cima em comparação com o último levantamento, em junho.

Entre o eleitorado feminino, Bolsonaro cresceu seis pontos porcentuais em comparação com o levantamento anterior. A mesma pesquisa aponta também que o presidente avançou entre os mais pobres - passando de 20% para 23% - dentro da margem de erro, na faixa dos que ganham até dois salários mínimos mensais.

No ato em defesa do SUS, Lula prometeu, mais uma vez, revogar o teto de gastos - âncora fiscal que, segundo ele, poderia "inviabilizar completamente o SUS". "Não é possível que a gente ainda trate a questão da saúde como gasto", disse.

"Se nada for feito, a manutenção desse crime continuado acabará por inviabilizar completamente o SUS, abrindo as portas para a privatização total da saúde nesse País", afirmou o petista durante evento.

"O teto de gastos foi criado para que se evitasse aumento na saúde, na educação, no transporte coletivo, na renda das pessoas que trabalham nesse País", disse durante seu discurso.

O candidato prometeu ainda reconstruir o pacto nacional pela saúde pública de qualidade, que, segundo ele, "foi quebrado pelo golpe de 2016 e transformado pelo atual presidente em um verdadeiro caos".

O evento foi organizado pela Frente Pela Vida, e contou com a presença, entre outros, dos ex-ministros da Saúde Humberto Costa, Alexandre Padilha e Arthur Chioro.

Autor: Agência Estado

Fonte: correiobraziliense.com.br