Política

Diretor da Prevent Sênior não compareceu à CPI. Depoimento vai acontecer na quarta

16/09/2021 17h32
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o senador Omar Aziz (PSD-AM) na CPI da Covid.
Diretor da Prevent Sênior não compareceu à CPI. Depoimento vai acontecer na quarta

Pedro Benedito Batista Júnior, diretor-executivo da Prevent Senior, não  compareceu  à CPI da Covid na manhã desta quinta-feira (16). De acordo com a defesa dele, não houve tempo hábil para o depoente se preparar.  Uma nova data para a oitiva de Pedro Batista foi marcada para o próximo dia 22.

Alguns parlamentares defenderam a condução coercitiva do executivo. " Tem que analisar a eventualidade de uma condução coercitiva do depoente de hoje. Tem que analisar, para ficar caracterizado se ele está de boa-fé com esta Comissão Parlamentar de Inquérito ou não", defendeu Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

"Impetrar o habeas corpus perante o Supremo, faltou o impetrante, o Dr. Pedro, e seu patrono, seu advogado, com a lealdade processual devida, porque perante o Supremo ele não alegou a questão de prazo para intimação: ele pediu o respeito ao direito da não autoincriminação", disse o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Pedro chegou a ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitar uma liminar para ter o direito de ficar calado na CPI.  O ministro Ricardo Lewandowski concedeu  o recurso.

O plano de saúde particular, com foco no atendimento a idosos, é acusado de ter pressionado seus médicos a adotarem o protocolo do chamado "tratamento precoce" contra a covid-19, oferecendo medicamentos que são ineficazes contra o coronavírus a pacientes que estavam internados em suas unidades.

Pedro, que está no cargo desde 2018, trabalha há quase dez anos na empresa, onde começou e continua como médico tutor. Ele também é militar, com patente de tenente-médico, cargo que ocupou por um ano entre 2011 e 2012.

O médico precisa  explicar por que a rede de plano de saúde adotou uma prática ineficaz contra o tratamento da covid-19, mesmo após a comprovação por meio de estudos científicos. A adoção do chamado "tratamento precoce", com o uso de medicamentos como a cloroquina, a hidroxicloroquina e a ivermectina, foi patrocinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo então ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello. A estratégia é apontada por especialistas como uma das responsáveis pelo elevado número de mortos pela pandemia no país, que já matou cerca de 590 mil brasileiros.

Reta final da CPI 

O senador Omar Aziz (PSD-AM) anunciou que o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, será o depoente de terça-feira (21).  Alguns senadores apontam que devido as intercorrências desta quinta-feira , o relatório final que está programado para ser entregue até o dia 24 pode ser postergado. A ideia é não passar da primeira semana de outubro.

Autor: Marília Sena

Fonte: congressoemfoco.uol.com.br