Polícia

Três horas após ser solto, Toninho Lins tem novo pedido de prisão

21/06/2012 17h12
Três horas após ser solto, Toninho Lins tem novo pedido de prisão
Mal expediu o alvará de soltura que tirou da reclusão o prefeito afastado de Rio Largo, Toninho Lins (também afastado do PSB), o desembargador Otávio Leão Praxedes já recebeu uma nova tarefa: analisar mais um pedido de prisão preventiva contra o mesmo prefeito. Desta vez, como o Tudo Na Hora explicou com detalhes, Toninho Lins é acusado pelo Ministério Público Estadual de chefiar uma quadrilha que fraudava licitações no município. Já havia cabido ao desembargador Otávio Praxedes analisar e deferir o pedido anterior de prisão feito pelo MPE, que resultou no recolhimento do prefeito durante praticamente um mês, na Academia de Polícia Militar, até a manhã desta quinta-feira (21), quando foi libertado. Pelo cargo que ocupa, o prefeito, mesmo afastado, tem prerrogativa de foro: sua prisão só pode ser decretada pelo Tribunal de Justiça e ele tem direito a prisão especial. O E-SAJ, sistema online de informações do Tribunal de Justiça de Alagoas, mostrava no início da noite desta quinta-feira (21) que a decisão do desembargador, libertando Toninho Lins, foi publicada às 11h18, três horas e meia antes de receber a nova representação do MPE. Agora, Praxedes deve analisar se Toninho Lins volta ou não à prisão de onde saiu pela manhã. Fraudes em licitações
Licitações “fictícias”, fraudadas de forma “grosseira e acintosa” por uma “organização criminosa”. É assim que o Ministério Público Estadual (MPE) trata os objetos da nova denúncia feita ao Tribunal de Justiça de Alagoas contra o prefeito afastado de Rio Largo, Antonio Lins de Souza, o Toninho Lins (também afastado do PSB).
Desta vez, o prefeito é acusado de chefiar uma quadrilha, envolvendo pelo menos dois secretários municipais, dois assessores e três membros da Comissão Permanente de Licitação (CPL), que fraudou uma série de licitações no município – entre dez e doze processos. A estimativa do MPE é que os prejuízos ao erário podem chegar a R$ 1 milhão.
Em duas das licitações apontadas como fraudulentas, a prefeitura de Rio Largo descontou cheques no valor de mais de R$ 150 mil para adquirir materiais de construção e de expediente para a Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo, então comandada pelo secretário Genivaldo Holanda Cavalcante. Os materiais, entretanto, como mostram as investigações do MPE, nunca chegaram ao município. Para o MPE, não há dúvida de que as licitações foram fictícias “de modo a proporcionar excepcional lucro à organização criminosa comandada pelo prefeito Toninho Lins”
Na nova denúncia contra Toninho Lins, o Ministério Público Estadual (MPE) acusa o prefeito de chefiar uma quadrilha, envolvendo pelo menos dois secretários municipais, dois assessores e três membros da Comissão Permanente de Licitação (CPL), em um esquema que fraudou licitações em série no município – entre dez e doze processos. A estimativa do MPE é que os prejuízos ao erário podem chegar a R$ 1 milhão. Em duas das licitações apontadas como fraudulentas, a prefeitura de Rio Largo descontou cheques no valor de mais de R$ 150 mil para adquirir materiais de construção e de expediente para a Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo, então comandada pelo secretário Genivaldo Holanda Cavalcante. Os materiais, entretanto, como mostram as investigações do MPE, nunca chegaram ao município. Para o MPE, não há dúvida de que as licitações foram fictícias “de modo a proporcionar excepcional lucro à organização criminosa comandada pelo prefeito Toninho Lins”. Por: tudonahora

Autor: Raul Rodrigues