Polícia

PC vai abrir inquérito para apurar denúncias de fraude no concurso da Polícia Militar de AL

13/09/2021 17h21
Investigações serão acompanhadas pelo Ministério Público de Alagoas (MP/AL)
PC vai abrir inquérito para apurar denúncias de fraude no concurso da Polícia Militar de AL

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) informou, na tarde desta segunda-feira (13), que vai abrir um inquérito para apurar as denúncias de compra de gabaritos na prova do concurso público da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), realizado no dia 15 de agosto de 2021.

As investigações serão acompanhadas pelo Ministério Público de Alagoas (MP/AL), que, anteriormente, afirmou que também iria apurar a suposta fraude. No entanto, o órgão ministerial, que, desde o fim de semana, tem recebido um grande volume de relatos acerca de possíveis irregularidades cometidas ao longo do processo seletivo, só poderá determinar o que será feito após a conclusão do inquérito policial.

A diretoria de comunicação do MPAL ainda informou que os informes que chegaram serão encaminhados à coordenação da Promotoria da Fazenda Pública Estadual e, em seguida, serão distribuídos para o promotor que irá comandar a apuração.

Além do órgão ministerial e da PC/AL, a Secretaria de estado da Segurança Pública (SSP) determinou que as supostas irregularidades sejam investigadas. O setor de Inteligência foi acionado para abrir o procedimento investigatório. Se o conteúdo das denúncias for comprovado, os responsáveis poderão ser presos e excluídos do certame.

COMPRA DE GABARITOS

Os candidatos do concurso público da PM/AL denunciaram que aprovados teriam comprado o gabarito do exame. Em áudios que circulam nas redes sociais, os candidatos dizem que, entre os aprovados, há filhos de criminosos, presidiários ou ex-presidiários. As informações ainda dão conta que um dos aprovados possui sete passagens pela polícia e teria sido preso novamente nos últimos dias.

À Gazetaweb, os candidatos relataram que as pessoas envolvidas na compra dos gabaritos teriam sido aprovadas na primeira prova, mas não na segunda. E que alguns realizaram apenas o exame para soldado porque não era preciso fazer a prova de redação. Ainda segundo eles, das 120 questões das provas, os envolvidos no esquema teriam respondido 100, acertando todas elas.

Segundo relatos de alguns inscritos, ao gabarito da prova teriam sido vendido ao preço de R$ 10 mil. O pagamento incluía R$ 40 mil, a serem parcelados quando o policial estivesse formado. Além da suspeita da venda do gabarito, os candidatos que cumpriram todas as exigências e estariam em conformidade com o edital denunciam que uma grande quantidade de inscritos foi aprovada, mas, sequer, completou o Ensino Fundamental.

Autor: Rayssa Cavalcante

Fonte: gazetaweb.globo.com