Polícia

Nem sinal de acusado’, afirma o delegado do caso Eric Ferraz

23/01/2012 13h40
Nem sinal de acusado’, afirma o delegado do caso Eric Ferraz
O resultado do exame que pretende apontar de quais armas partiram os disparos que vitimaram o modelo Eric Ferraz – o jovem de 24 anos foi assassinado no último dia 31 de dezembro, no município de Viçosa, distante 87 quilômetros de Maceió, após suposta discussão com um homem que estaria a paquerar sua namorada, durante festejo de fim de ano, em praça pública daquela cidade – deve ser divulgado nesta segunda-feira (23). O perito Marcelo Ângelo Lima realiza o trabalho cujo prazo para conclusão ainda pode ser prorrogado por mais 10 dias. No entanto, segundo a assessoria, o laudo deverá ser concluído dentro do prazo inicial, sendo, posteriormente, remetido ao delegado Belmiro Cavalcante, responsável pelas investigações do caso. Segundo a Perícia Oficial, foram retirados três projéteis do corpo do modelo, após a exumação autorizada pela Justiça, para se buscar saber de onde partiram os disparos. Para a polícia, a arma encontrada na residência do caseiro João Alfredo Santos Silva não pertenceria a Judarley Leite de Oliveira – apontado como o autor dos tiros e que está foragido –, mas ao irmão dele, o policial civil Jaysley Leite de Oliveira, de 31 anos, preso temporariamente. Enquanto isso, Belmiro afirma ainda não saber o paradeiro de Judarley, que continua foragido, apesar das buscas feitas pela polícia e da promessa de familiares do acusado, dando conta de que o mesmo se apresentaria à autoridade policial. “Nem sinal do Judarley”, afirmou o delegado, nesta segunda-feira. Os projéteis foram imersos em uma substância química para a eliminação de resíduos. Segundo a polícia, Judarley seria o proprietário da pistola calibre 32 apreendida com o caseiro. No entanto, há a suspeita de que o corpo do modelo também tenha sido perfurado por projétil de pistola 380 pertencente ao policial civil acusado de envolvimento no crime. A Perícia Oficial realiza exame de comparação balística, com projéteis que serão produzidos em laboratório, das armas apreendidas em poder dos acusados e que estão arroladas no inquérito policial, para confirmar se os projéteis que acertaram a vítima partiram da mesma arma. O corpo do modelo Eric Ferraz apresentava sete perfurações. O laudo da perícia realizada no local do crime aponta que cinco desses ferimentos foram provocados pela entrada de projéteis, enquanto que os demais orifícios, pela saída de projétil de arma de fogo. O exame também concluiu que três dos disparos de arma de fogo atingiram a vítima quando a mesma estava de costas para o atirador. Um dos disparos atingiu a região torácica esquerda, enquanto que o segundo, no flanco esquerdo. A vítima também foi atingida por disparos nas regiões lombar e glútea, além de na coxa. O corpo do modelo Eric Ferraz foi novamente enterrado no mesmo dia da exumação, em 06 de janeiro, em Marechal Deodoro, onde residia a vítima, morta em frente ao Mercado Público de Viçosa. Por: gazetaweb

Autor: Redacao