Polícia

“Não sou bandido e espero Justiça”, diz suspeito na morte de adolescentes

26/05/2012 05h32
“Não sou bandido e espero Justiça”, diz suspeito na morte de adolescentes
Após ganhar a liberdade, um dos suspeitos de ter participado do desaparecimento e morte de Maria Eduarda dos Santos, 14, e Cíntia Santos da Silva, 15, na cidade de Coruripe, Darlan dos Santos, concedeu uma entrevista coletiva, no escritório do advogado Raimundo Palmeira, em Maceió. O motorista de caminhão, de 28 anos, voltou afirmar a sua inocência no caso e pediu justiça para. Darlan relatou que no horário do desaparecimento das jovens ele estava jogando dominó na casa de um amigo e que logo em seguida foi para sua residência almoçar. “Não sou bandido e espero que seja feita a Justiça, não só por mim, mas pela a família dessas duas jovens. Tenho provas de que sou inocente”, disse Darlan, que chorou durante toda a entrevista. As provas apresentadas à Justiça foram recolhidas pela irmã de Darlan, Niedja Lima Santos, que também participou da coletiva. A família encaminhou à Justiça imagens de Darlan capturadas do circuito interno de um supermercado e um lava jato da cidade, no horário do desaparecimento das amigas. Darlan dos Santos foi preso após uma testemunha, José Renan, garantir que o acusado tinha ligação com as meninas e que eles se falavam quase todos os dias. De acordo com Niedja, a família irá processar José Renan por falso testemunho. "Ele mentiu e terá que responder por isso. O estado tambem terá que responder por isso", afirmou Niedja. A irmã de Darlan colocou também que José Renan deverá ser investigado e explicar o porquê de ter ido às casas das meninas e pedir roupas para que ele pudesse levar um cão farejador para bsucar as jovens desaparecidas. "Ele é perito para fazer isso?", indagou o acusado. O motorista afirmou ainda não saber o porquê de José Renan tê-lo acusado no crime. "Eu mal conheço ele. Não entendi nada disso", questionou. Niedja afirmou, durante a entrevista, que José Renan era uma das poucas pessoas com quem as garotas pegavam carona. "Depois daquele outro caso das meninas que morreram, todo mundo ficou preocupado, então como ele era conhecido, muitas vezes elas iam com ele", relatou. O caso Maria Eduarda e Cíntia Santos saíram de suas residências para ir à farmácia e não mais retornaram, no último dia 14. Elas foram vistas pela última vez nas imediações do Posto Liberal indo em direção ao Centro de Coruripe. As amigas foram encontradas mortas no dia 19 deste mês dentro de uma mata localizada nas proximidades da Usina Guaxuma, no município de Coruripe. Com as duas jovens já se somam cinco desaparecimentos na cidade, antes duas meninas também desapareceram e foram encontradas mortas, e depois uma outra jovem, de 18 anos, também desapareceu e até agora não se tem notícias dela.

Autor: Raul Rodrigues