Polícia

Juiz decide que Toni Bandeira continua preso por violar liberdade vigiada

19/01/2012 20h44
Juiz decide que Toni Bandeira continua preso por violar liberdade vigiada
O juiz João Dirceu de Moraes, da 8ª Vara Criminal da Capital, decidiu, na tarde desta quinta-feira (19), manter preso o comerciante Antônio de Pádua Bandeira, o Toni, acusado de co-autoria intelectual do sequestro e assassinato da estudante Giovanna Tenório. O magistrado explicou ao Tudo na Hora que negou a Toni o direito de responder ao processo fora da prisão porque, no período em que lhe concedeu liberdade vigiada, Toni violou as medidas cautelares impostas pelo juiz, e que ele prometera cumprir. “A liberdade vigiada [monitorada por tornozeleira eletrônica] implicava o compromisso de se recolher todos os dias às 22 horas, não viajar sem consentimento do magistrado e outras condicionantes”, explicou o juiz Dirceu de Moraes. “Nos dias 23, 24 e 25 de dezembro ele extrapolou essas medidas cautelares”, completou. “Dessa forma, ele voltou à situação inicial. O Ministério Público, consultado, opinou da mesma forma. O acusado vai continuar preso, a não ser que sua defesa entre com habeas corpus e o Tribunal de Justiça mande soltar”, explicou o magistrado. “Escorregou na piscina” Toni Bandeira estava em prisão domiciliar desde o final de agosto, “vigiado” por uma tornozeleira eletrônica. Ele foi preso novamente no último dia 28 de dezembro, após violar regras do regime de liberdade condicional. Toni quebrou o aparelho que o monitorava e saiu de casa em horários proibidos pela Justiça, nas noites dos dias 23, 24 e 25 de dezembro. Logo após a prisão do dia 28, o advogado de Toni, Raimundo Palmeira, entrou com um pedido de soltura, alegando que seu cliente não rompeu a tornozeleira intencionalmente. “Ele escorregou na piscina, onde brincava com os filhos, e acabou danificando o equipamento, que não chegou a ser removido do seu corpo”, alegou, à época, o advogado. Caso Giovanna A estudante de Fisioterapia Giovanna Tenório de Andrade, de 28 anos, foi sequestrada e morta no dia 2 de junho deste ano. Seu corpo foi encontrado quatro dias após o seu desaparecimento, num canavial na cidade de Rio Largo. Segundo a perícia, ela foi morta por estrangulamento. São acusados no crime além de Antonio Bandeira, que teria mantido um relacionamento extraconjugal com Giovanna, Mirella Granconato, esposa de Toni, que está presa desde 28 de junho, e o caminhoneiro Luiz Alberto Bernardino, que cumpre prisão domiciliar. Desde o final de junho, a polícia alagoana recusou quatro pedidos de soltura de Mirella Granconato. O último deles foi em outubro. Por: tudonahora

Autor: Raul Rodrigues