Polícia

Jovens são de classe média

31/07/2012 02h39
Jovens de classe média acusados de 50 sequestros
Jovens são de classe média

 Quinze jovens de classe média, alguns universitários, com idades entre 18 e 21 anos, são acusados de fazer sequestros-relâmpago para bancar roupas de grife, festas, viagens e bebidas.

Um adolescente faz parte do grupo, apontado pela polícia como uma das quadrilhas mais atuantes neste tipo de crime em São Paulo.

Até a noite de ontem, sete dos 15 jovens haviam sido presos e o adolescente, apreendido por policiais do 96º Distrito Policial (Brooklin), que os investigavam havia sete meses.

Os outros oito foram identificados.

Segundo a polícia, eles agiam pelo menos desde janeiro, principalmente em Moema, na Vila Olímpia, no Campo Belo e no Brooklin, todos na zona sul. A polícia suspeita que a quadrilha tenha feito 50 sequestros.

Segundo a polícia, eles tinham dois horários preferencias para atacar: entre as 18h e as 21h, quando as vítimas saíam do trabalho, e no fim da madrugada, quando deixavam casas noturnas.

Depois, usavam os cartões das vítimas para saques e compras-- em uma delas, compraram uma garrafa de cinco litros de uísque e 72 latas de energéticos.

"Todos tinham um padrão de vida médio, com família estruturada e não precisavam praticar esses crimes para conseguir as coisas", afirmou o delegado Eduardo de Camargo Lima, do 96º DP.

Ameaça

"Ninguém imagina que aqueles rapazes, com aquelas caras, seriam capazes de fazer o que fizeram comigo. O tempo todo diziam que iam me matar caso eu não entregasse os cartões bancários para que fizessem saques. Foi um medo enorme", disse um empresário atacado pelo grupo no Brooklin.

Autor: Redação

Fonte: Agora/Folha de S.Paulo