Polícia

Investigações continuam

11/09/2012 21h25
crime na ponta verde
Investigações continuam

A Polícia Civil de Alagoas segue investigando o assassinato da representante comercial Rejane Lopes de Oliveira Caestner, 32 anos, morta a facadas dentro de seu apartamento, na Ponta Verde. O crime ocorreu na noite de sábado (8), no condomínio Antônio Cansanção, em frente à Praça do Skate.

Segundo o delegado Cicero Lima, coordenador da Delegacia de Homicídios, o inquérito está em fase de conclusão e deve ser encerrado na próxima segunda-feira (17), para ser encaminhando ao Ministério Público. Nove pessoas já foram ouvidas, entre elas o acusado pelo crime, Ricardo Michel de Lima Oliveira, 26 anos, que confessou ter assassinado Rejane devido a uma discussão em que, segundo ele, a vítima o teria agredido verbalmente.

“Em depoimento, o acusado disse que matou Rejane porque no dia anterior ela o agrediu verbalmente. Depois do crime, agindo com muita frieza, ele limpou com uma toalha a porta e o piso que estavam manchados de sangue e foi embora” disse o delegado.

Cícero Lima não descarta a possibilidade de latrocínio. Com o suspeito foram encontrados um aparelho celular, 100 euros e 26 reais subtraídos do apartamento da vítima.

De acordo com o delegado, um segundo suspeito chegou a ser preso, mas foi liberado em seguida por falta de provas. A Polícia Civil investiga a participação de outras pessoas no crime.

As informações da PC diferem do boletim de ocorrência divulgado pela Polícia Militar, que registrou a prisão em flagrante, por homicídio, de Ricardo Michel e do suposto comparsa dele, Everton Félix Cavalcante da Silva. Segubdo o relatório da PM, Everton Félix morava com Rejane Caestner.

De acordo com o Boletim de Ocorrência divulgado pela PM, Rejane Caestner foi esfaqueada na cabeça, no pescoço e nas costas. Em depoimento na Central de Polícia, o primeiro detido, Ricardo Oliveira, informou que cometeu o assassinato a mando de Everton Félix. O motivo do crime seria o interesse de Everton em se apropriar dos bens da vítima.

Familiares e amigos de Rejane, que foram à sede da Delegacia de Homicídios para acompanhar as investigações, chegaram a relatar ao Tudo Na Hora o envolvimento de um homem, identificado por eles como "Alex Cabeleireiro", que teria ligado para a família depois do crime e perguntado, em tom irônico, se podia participar do enterro. A reportagem tentou obter mais detalhes sobre o ocorrido, mas os familiares voltaram atrás e optaram pelo silêncio.

Autor: Redação

Fonte: tudonahora