Polícia

‘Eu preciso de resposta’, disse mãe de motorista sobre corpo ter sido liberado do HGE sem a realização de exame cadavérico

24/10/2021 16h48
Fábio Jonathan da Silva, 26 anos, foi baleado no centro da cidade e morreu no Hospital Geral do Estado. Corpo foi retirado do velório porque não havia sido necropsiado.
‘Eu preciso de resposta’, disse mãe de motorista sobre corpo ter sido liberado do HGE sem a realização de exame cadavérico

Familiares do motorista da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, Fábio Jonathan da Silva, 26 anos, que foi baleado no centro da cidade e morreu na sexta-feira (22) no Hospital Geral do Estado (HGE) cobram esclarecimentos sobre o corpo ter sido liberado do hospital sem ter sido necropsiado.

“Eu preciso de resposta, minha família precisa de resposta. Porque essa médica liberou meu filho para ser velado sem fazer autópsia? Porque foi, se todos sabiam que meu filho tinha sido vítima de uma tentativa de homicídio? E porque a médica colocou no atestado que ele teve morte clínica, infecção generalizada?”, questionou a mãe do motorista, Rosângela Joventino Ferreira da Silva.

No momento que o corpo estava sendo velado, a Polícia Civil solicitou ao Instituto de Medicina Legal (IML) que recolhesse o corpo para realização dos exames cadavéricos necessários à investigação. Após os exames, o IML confirmou que o motorista morreu por "complicações decorrentes de ferimentos provocados por projéteis de arma de fogo".

A mãe falou que seu filho apresentou febre desde a segunda cirurgia que fez. “Não tinha tempo dele ter pego uma infecção generalizada no hospital. Isso foi devido aos projeteis das balas que atingiram o corpo dele. Foi muito constrangedor pra minha família e os amigos que meu filho foi retirado do velório. O próprio delegado não sabia que ele tinha morrido. Eu quero justiça, quero resposta do HGE, quero ter resposta de tudo isso”, disse Rosângela.

Fábio foi baleado por um policial militar aposentado na semana passada após uma discussão de trânsito. Ele passou uma semana internado no HGE.

Sobre a causa da morte, a assessoria de comunicação do HGE informou que ele foi submetido a um procedimento cirúrgico e morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos, uma vez que os projéteis atingiram vários órgãos. A respeito do questionamento da família com relação a falta de exame cadavérico, a reportagem do g1 tenta contato com o HGE.

A mãe também cobrou a punição do homem que atirou em seu filho. “Meu filho trabalhava em prol das pessoas doentes. Era uma pessoa muito boa. E eu peço justiça, que esse homem venha pagar pelo que fez. Ele destruiu o sonho do meu filho. Ele destruiu tudo o que meu filho tinha sonhado e construído. Ele interrompeu a vida do meu filho”, completou.

Autor: Carolina Sanches, g1 AL

Fonte: g1.globo.com