Polícia

Cinco homens foram presos por mês ao descumprir medidas protetivas em Maceió

06/08/2022 07h51
Mais de 2 mil mulheres já foram encaminhadas pelo Poder Judiciário de Alagoas para serem acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha
Cinco homens foram presos por mês ao descumprir medidas protetivas em Maceió

Somente em Maceió, de janeiro a julho de 2022, 36 homens foram presos por descumprir decisão judicial de medida protetivas ou por flagrante de violência física contra a mulher. Com isso, os dados do Tribunal de Justiça apontam que, por mês, cinco acusados voltaram para a prisão por representar risco à vida da vítima.

Ainda segundo informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça, mais de 2 mil mulheres já foram encaminhadas pelo Poder Judiciário de Alagoas para serem acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha. Elas são vítimas de violência doméstica, tanto na capital como em Arapiraca. Em Maceió, 1.466 delas, e na cidade do Agreste, a quantidade chega a 605.

Atualmente, na Capital, 461 vítimas de violência doméstica estão sendo assistidas pela equipe da Polícia Militar.

De acordo com o órgão de Justiça, a mulher com medida protetiva tem o número da patrulha. Ela liga diretamente para essa guarnição, que vai se deslocar para atendê-la caso esteja com a medida sendo descumprida. As visitas, que são fiscalizatórias, podem ser feitas na residência, no trabalho ou em qualquer outro lugar onde a mulher se sinta confortável.

De janeiro a julho de 2022, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE) solicitou ao Poder Judiciário um total de 816 medidas protetivas para afastar agressores das mulheres vítimas de violência doméstica no estado. Os dados foram divulgados pelo órgão ministerial nessa segunda-feira (1), na abertura da campanha Agosto Lilás, que tem a Violência Psicológica como tema.

Outros crimes de violência contra a mulher que chegaram ao MPE nesse período foram os de lesão corporal, estupro, sequestro, cárcere privado, apropriação indébita, maus-tratos, danos qualificado, violação de domicílio, constrangimento ilegal, difamação e injúria.

Autor: Mariane Rodrigues, com assessoria

Fonte: gazetaweb.globo.com