Polícia

Após enxurrada de denúncias de irregularidades no concurso da PM/AL, SSP determina investigação

12/09/2021 09h39
Candidatos apontam compra de gabaritos das provas, esquema que teria beneficiado, pelo menos, 150 pessoas
Após enxurrada de denúncias de irregularidades no concurso da PM/AL, SSP determina investigação

Após denúncias de compra de gabaritos das provas do concurso da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), realizado no dia 15 de agosto, o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de estado da Segurança Pública (SSP), determinou que as supostas irregularidades sejam investigadas.

Conforme explica a secretaria, o setor de Inteligência foi acionado para abrir o procedimento investigatório. Se o conteúdo das denúncias for comprovado, os responsáveis poderão ser presos e excluídos do certame.

Em publicação, a SSP afirma, ainda, que não integrou a organização do concurso, mas "ajudará no esclarecimento".

O ESQUEMA

 

Os candidatos do concurso denunciaram, nesse sábado (11), que aprovados teriam comprado o gabarito do exame. O resultado final foi divulgado na sexta (10).

Em áudios que circulam nas redes sociais, os candidatos dizem que, dentre os aprovados, há filhos de criminosos, presidiários ou ex-presidiários. As informações ainda dão conta que um dos aprovados possui sete passagens pela polícia e teria sido preso novamente, nos últimos dias.

À Gazetaweb, os candidatos relataram que as pessoas envolvidas na compra dos gabaritos teriam sido aprovadas na primeira prova, mas não na segunda. E que alguns realizaram apenas o exame para soldado, porque não era preciso fazer a prova de redação. Ainda segundo eles, das 120 questões das provas, os envolvidos no esquema teriam respondido 100, acertando todas elas.

A denúncia ainda diz que a compra dos gabaritos envolve diversas pessoas da mesma família, como primos e irmãos.

A suspeita é que, pelo menos, 150 pessoas teriam sido beneficiadas, de acordo com as informações que estão sendo veiculadas entes os candidatos.

A reportagem tentou entrar em contato com a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), para um posicionamento sobre o caso, mas, até o fechamento da matéria, não obteve retorno.

Autor: Jobison Barros

Fonte: gazetaweb.globo.com