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As necessidades do município não devem se confundir com "vontades" de políticos

23/12/2011 17h32
As necessidades do município não devem se confundir com "vontades" de políticos
Ao longo dos tempos a cidade de belezas apaixonantes, de belíssimos pores-do-sol, de igrejas construídas em estilos diferentes, com ricas marcas da arquitetura mundial, tipificada por várias culturas, presenteada pelas maiores riquezas da natureza – rio com água e peixes em abundância – escolhida por grupos étnicos para manterem-se vivos. As suas primeiras povoações possivelmente indígenas puros – caetés – puros e dignos representantes da natureza, futuros invadidos por tantos quantos por aqui passaram – espanhóis, holandeses, portugueses, que por entre si ou isolados nos deram grandes presentes, as marcas e marcos das suas originarias culturas. Desde esses tempos que passamos por processos divisórios causando-nos danos até hoje contados em livros ou nunca contados! O túnel do Convento. Fomos alvo de disputas daqueles que por aqui aportavam; e assim continuamos. Fomos e somos acolhedores e hoje donos das dores; não perdemos a nossa identidade, mas aceitamos as de outrem como quando se separam famílias e novos casamentos surgem. Não aprendemos com os nossos professores da política – Raimundo e Alcides – dignos de terem nascido em Penedo pelas suas obras, a julgarmos o melhor pelo que melhor faz! Por: redação Confundimos populismo com características do bom político; o bom político constrói o hoje pensando no futuro da cidade e da sua gente. Não podemos permitir que donatários de capitanias hereditárias se apossem de Penedo como no período do império. Não devemos aceitar dotes familiares como prova de amor por Penedo. Quem ama Penedo não a divide por entre os seus, e sim, por entre os nossos penedenses. A necessidade de indústrias, empresas e empregos é imperiosa para que cheiremos os ventos da liberdade. Não deveríamos ter obediência cativa aos que nos cativam em cativeiros. Sim devemos aceitar parcerias como as que nos trazem frutos – deputados que retornam em nossos momentos de crise e, apresentam soluções fazendo parte das mesmas. Penedo foi grande e imperial. Hoje carece de ajustes rápidos e certos para não nos tornarmos museu. Nossa sociedade miscigenada não deve calar diante de poderosos grupos familiares oligárquicos nem omissa quanto a imposições partidárias. Penedo deve buscar rumos e isolar oportunismos. As ruas, praças, bairros e povoados gritam por manutenção e, isto também se reflete na prestação dos serviços essenciais. Não podemos também incorrer no erro de buscarmos qualquer penedense; mas devemos buscar sim o penedense. Penedense: aquele que nasce em Penedo, age por Penedo, defende Penedo, faz por Penedo, ou reúne esses caracteres, por amar Penedo. “Penedense”: aquele vive Penedo enquanto Penedo lhe é bolso e solução, aquele faz em Penedo o que não consegue fazer lá fora, aquele que enxerga em Penedo um bom lugar para empregar aos seus e não aos nossos, aquele sem Penedo não consegue ser. Quem ama Penedo une Penedo, não divide Penedo!      

Autor: Fábio Santana