Médica relata marcas de agressão e luta contra feminicídio

Médica relata marcas de agressão e luta contra feminicídio

Desafios de Samira Khouri após a agressão

A médica Samira Khouri, de 27 anos, vive as consequências de uma agressão brutal que sofreu no rosto, perpetrada pelo então namorado, Pedro Camilo Garcia Castro, durante uma viagem a São Paulo. A agressão ocorreu após uma briga em uma boate e resultou em graves lesões. Pedro, que se encontra preso, aguarda julgamento e Samira deseja que o caso seja tratado como uma tentativa de feminicídio, em vez de ser desqualificado para lesão corporal grave.

A luta pela recuperação da autoestima

Samira enfrenta desafios diários ao lidar com as marcas deixadas pela violência. "Todo dia eu olho no espelho, eu sorrio e falo assim: essa não sou eu. Está torto, não está normal. Eu me sinto perdida. Eu demorei muito tempo para ter autoestima. E, para mim, ter ela roubada é um absurdo", desabafa a médica.

Dados alarmantes sobre agressões

Estudos apontam que até 90% das agressões físicas contra mulheres atingem o rosto, o que evidencia a gravidade desse tipo de violência. Contudo, a subnotificação é um problema recorrente. Um estudo com 3.193 usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) na Grande São Paulo revelou que 76% relataram ter sofrido algum tipo de violência, mas apenas 3,8% formalizaram o registro em prontuários médicos, dificultando ainda mais a busca por justiça.

O papel da justiça e a conscientização sobre a violência de gênero

A promotora de Justiça Fabíola Sucasas destaca que a subnotificação e os estigmas sociais associados à violência de gênero complicam o mapeamento e a resposta dos órgãos de segurança. Samira anseia por justiça, e seu caso ilustra um problema maior que muitas mulheres enfrentam em todo o Brasil.

Considerações finais

A história de Samira Khouri não é apenas um relato pessoal, mas também um alerta sobre a necessidade de uma maior conscientização e ações efetivas para combater a violência contra as mulheres. É fundamental que casos de agressão sejam tratados com a seriedade que merecem e que as vítimas encontrem apoio.