MPMT pede prisão de três envolvidos na morte de Zampieri

MPMT pede prisão de três envolvidos na morte de Zampieri

Entenda o caso

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) solicitou à Justiça a prisão preventiva de três indivíduos: Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater. Eles foram denunciados por sua suposta ligação a uma organização criminosa acusada de atuar no assassinato do advogado Roberto Zampieri, que ocorreu em Cuiabá no fim de 2023.

A organização criminosa

De acordo com a denúncia do MPMT, a investigação revelou a existência de uma organização criminosa bem estruturada. O grupo é supostamente liderado por Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e teria sido contratado para executar Zampieri, que estava envolvido em um conflito patrimonial sobre uma fazenda avaliada em cerca de R$ 100 milhões. Junho de 2024, nove pessoas foram denunciadas por suas ligações a esta organização. Enquanto os três acusados não são diretamente imputados no homicídio, eles são considerados integrantes do grupo. Segundo o MPMT, Peterson teve um papel importante ao adquirir armas, monitorar alvos e recrutar novos membros.

Além disso, Salézia e Mario Bucater são acusados de fornecer apoio financeiro à organização, visando silenciar os executores e dificultar a identificação dos mandantes do crime.

A prisão preventiva

No recurso apresentado, o MPMT argumentou que a prisão preventiva é fundamental para manter a ordem pública e assegurar a continuidade do processo criminal. Os promotores apontaram elementos que indicam a responsabilidade dos três denunciados na estrutura da organização, que tem uma clara divisão de funções e é dedicada à prática de homicídios sob encomenda.

A solicitação de prisão foi assinada pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, da 21ª Promotoria Criminal de Cuiabá, Vinícius Gahyva Martins, da 1ª Promotoria Criminal, e Élide Manzini de Campos, da 2ª Promotoria Criminal.

O assassinato de Roberto Zampieri

Roberto Zampieri, de 57 anos, foi assassinado em 5 de dezembro de 2023, em Cuiabá. Ele foi atingido por 10 disparos dentro do seu veículo, estacionado em frente ao escritório onde atuava na advocacia. As imagens das câmeras de segurança mostraram um suspeito, usando boné, que se aproximou e disparou pelo vidro do passageiro antes de fugir.

A Polícia Civil revelou que o atirador esperou cerca de uma hora pela saída de Zampieri e utilizou uma caixa revestida com plástico para ocultar a arma e reduzir o barulho dos tiros. Curiosamente, apesar de possuir um veículo blindado há mais de cinco anos, Zampieri não estava utilizando esse recurso no momento do crime.