Ufopa promove seminário para lideranças indígenas e quilombolas

Ufopa promove seminário para lideranças indígenas e quilombolas

Seminário de Processos Seletivos Especiais Indígena e Quilombola

A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) realiza, nos dias 6 e 7 de julho de 2026, o Seminário dos Processos Seletivos Especiais Indígena e Quilombola. O encontro, que visa abrir um espaço direto de escuta com lideranças tradicionais e representantes dos territórios inseridos na área de abrangência da instituição, debaterá as minutas dos editais de ingresso para o próximo período letivo.

Organizado de forma conjunta pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proen) e pela Comissão de Avaliação dos Processos Seletivos Especiais Indígena e Quilombola (Capse), o evento acontecerá no Auditório Wilson Fonseca, localizado na Unidade Rondon do Campus Santarém. Para garantir a participação ampla das comunidades do interior do estado, haverá transmissão ao vivo em tempo real para todos os campi regionais da universidade.

Durante os dois dias de programações, a reitoria e as equipes técnicas da Ufopa apresentarão as minutas detalhadas dos editais do Processo Seletivo Especial Indígena (PSEI) e do Processo Seletivo Especial Quilombola (PSEQ). O formato do seminário prevê mesas abertas de debates, nas quais os participantes poderão propor alterações, apresentar contribuições e alinhar as demandas dos territórios com as regras de acesso ao ensino superior.

Serviço — Seminário de Processos Seletivos Especiais

  • Datas: 6 e 7 de julho de 2026
  • Local principal: Auditório Wilson Fonseca (Unidade Rondon – Campus Santarém)
  • Transmissão: Campi regionais da Ufopa

O modelo de seminários consultivos é adotado pela Ufopa desde o início da implementação de suas ações afirmativas pioneiras na Amazônia. O Processo Seletivo Especial Indígena (PSEI) teve suas diretrizes iniciadas no ano de 2011, enquanto o Processo Seletivo Especial Quilombola (PSEQ) foi integrado ao calendário acadêmico em 2015.

De acordo com a coordenação institucional, as dinâmicas propostas nos fóruns possibilitam a troca de saberes e uma avaliação permanente dos serviços de formação voltados a essas populações. A universidade reforça que as seleções especiais funcionam como um mecanismo de reparação e reconhecimento das desigualdades históricas enfrentadas por povos originários e comunidades remanescentes de quilombos, além de assegurar a valorização da identidade cultural e dos saberes amazônicos no ambiente acadêmico.