Polícia Federal captura fornecedor de armas do Comando Vermelho
01/07/2026, 04:46:03
A prisão de Clayton Combe Ribeiro
Clayton Combe Ribeiro, de 31 anos, foi detido no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, em uma ação coordenada pela Polícia Federal. Ele é considerado um operador-chave no fornecimento de armamento para a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Esta ação faz parte da Operação Forja, inserida na Força-Tarefa Missão Redentor II, que visa desarticular organizações criminosas no estado. O foco é a desarticulação completa das atividades ilegais sustentadas por esses grupos, seguindo diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635.
Histórico criminal e investigações
Antes da prisão, Clayton já havia sido alvo de investigações em diversas regiões do Brasil, sendo apontado por envolvimento na operação de fábricas clandestinas de fuzis. Entre os crimes dos quais é suspeito estão organização criminosa majorada, fabricação e comércio ilegal de armas, além de lavagem de dinheiro.
A operação policial
No dia da prisão, a ação foi realizada por policiais federais da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE), do Comando de Operações Táticas (COT) e do Grupo de Pronta Intervenção (GPI). Esses profissionais cumpriram dois mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão, resultando em uma série de apreensões, incluindo um fuzil, dezenas de munições, carregadores de alta capacidade, um colete à prova de balas, além de celulares e documentos.
Conexões com o Comando Vermelho
Na mesma operação, outro indivíduo foi preso. Ele estava foragido por tentativa de homicídio qualificado e é vinculado ao Comando Vermelho, que mantém um controle rígido sobre áreas do Complexo da Maré através de intimidação e vigilância. Além disso, um terceiro homem foi preso em flagrante e deverá responder por favorecimento pessoal e organização criminosa.
Encaminhamentos legais
Todos os detidos e os materiais apreendidos foram levados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Eles passarão por procedimentos legais adequados, incluindo a lavratura do auto de prisão em flagrante e o registro formal da cadeia de custódia. Após esses trâmites, os presos serão redirecionados para o sistema prisional estadual, onde estarão à disposição da Justiça.
