Seleções africanas criticam VAR na Copa do Mundo 2026
24/06/2026, 11:06:10
As seleções africanas têm demonstrado insatisfação com as decisões do VAR durante a Copa do Mundo 2026, alegando um tratamento desigual em comparação às equipes tradicionais do torneio. Reclamações surgem em relação a pênaltis não marcados e expulsões ignoradas em partidas que envolvem árbitros brasileiros.
Um dos episódios mais recentes envolvendo essa questão ocorreu na partida entre Senegal e Noruega, onde o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio não marcou um pênalti claro após o meia senegalês Gueye ser atingido no pescoço por um zagueiro norueguês. Apesar das reclamações dos jogadores senegalenses, Sampaio apenas concedeu um tiro de meta.
Na mesma linha, a partida entre Gana e Inglaterra também gerou polêmica. O atacante Prince Kwabena Adu foi derrubado na área por um zagueiro britânico, mas a falta não foi marcada. O técnico de Gana, Carlo Queiroz, questionou sarcasticamente: 'O VAR foi tomar café?'. Em outras palavras, demonstrou sua frustração com a falta de ação do árbitro hondurenho Saíd Martínez.
A arbitragem da partida entre Egito e Bélgica também levantou questionamentos, pois o técnico Hossam Hassan acreditava que um pênalti deveria ter sido concedido após um lance envolvendo o atacante Zizo. A decisão de não consultar o VAR deixou a equipe egípcia furiosa, e Hassan reclamou amargamente sobre a situação.
Outro incidente que causou clamor foi a ausência de um cartão vermelho para Lionel Messi na estreia da Argentina contra a Argélia. Messi teria cometido uma falta grave, mas acabou não sendo punido, gerando descontentamento entre as seleções africanas, que viram nisso uma demonstração de desigualdade e uma aplicação inconsistente das regras.
A federação argelina formalizou uma queixa à FIFA sobre a decisão arbitral, alegando que Messi deveria ter sido expulso, enquanto jogadores argelinos enfrentaram punições por ações semelhantes durante o torneio. A pressão sobre a arbitragem continua crescendo, conforme as seleções africanas exigem justiça e igualdade no tratamento dentro do campo.
