Ovo e colesterol: O que especialistas recomendam sobre gorduras

Ovo e colesterol: O que especialistas recomendam sobre gorduras

Ovo e colesterol: O que especialistas recomendam sobre gorduras

Quem acompanha o projeto Vida Boa, do GLOBO, sabe que em todas as semanas há um momento especial para enviar questionamentos sobre um tema de alimentação a grandes especialistas no assunto. Na semana dedicada às gorduras — fundamentais, mas que também podem ser perigosas — os leitores dividiram-se entre dúvidas sobre óleos, ovos e até mesmo como incluir esse macronutriente na alimentação infantil. Em breve, vamos abrir o questionário para o próximo assunto, o álcool. Até lá!

Ovo aumenta o colesterol?
— Para a maioria das pessoas, o ovo tem pouco impacto no colesterol sanguíneo. O que mais eleva o LDL ("colesterol ruim") costuma ser o excesso de gorduras saturadas e trans da alimentação. Além disso, o ovo é uma excelente fonte de proteína, vitaminas e colina. Em pessoas saudáveis, o consumo moderado pode fazer parte de uma alimentação equilibrada.

Quais as gorduras que devem fazer parte da nossa alimentação?
— As gorduras que mais devem fazer parte da alimentação são as insaturadas, encontradas no azeite de oliva, abacate, castanhas, nozes, amêndoas, sementes e peixes como salmão, sardinha e atum. Devem ser cerca de 60 a 70% das gorduras de nossa alimentação. Elas ajudam na saúde cardiovascular, no funcionamento do cérebro e na absorção de vitaminas. Por outro lado, devemos evitar o excesso de gorduras saturadas, até 30%, no máximo 40% do total de gorduras de nossa alimentação. As principais fontes desse tipo de gordura são carnes gordas, embutidos (linguiça, salsicha, salame), manteiga, creme de leite, queijos mais gordurosos, bacon, pele de frango e produtos feitos com óleo de coco ou palma. As gorduras saturadas podem fazer parte da alimentação, mas o consumo excessivo está associado ao aumento do colesterol LDL e do risco cardiovascular em muitas pessoas.

Quais são os melhores alimentos com gordura boa para as crianças de 7 a 12 anos?
— Para crianças de 7 a 12 anos, as melhores fontes de gordura são as naturais e pouco processadas: abacate, azeite de oliva, castanhas (quando não houver risco de alergia), pasta de amendoim sem açúcar, sementes, ovos e peixes como sardinha e salmão. Essas gorduras são importantes para o desenvolvimento do cérebro, produção de hormônios, crescimento e absorção de vitaminas.

Adoro queijo. Há muita diferença nos níveis de gordura entre os tipos? Quando derretidos, como nas pizzas, o nível é alterado?
— Sim, há bastante diferença entre os queijos. Em geral, ricota, cottage e minas frescal têm menos gordura, enquanto parmesão, provolone, gorgonzola, brie e alguns tipos de muçarela costumam ter mais gordura por porção. Quando o queijo derrete, como na pizza, a quantidade de gordura não aumenta. O que acontece é que parte da gordura se torna mais visível e concentrada na superfície, mas o teor de gordura do queijo permanece praticamente o mesmo.

Uma dose já faz mal? Saiba tudo sobre o consumo de álcool, o novo tema do vida boa
— Eles podem ser encarados da seguinte forma: Azeite extravirgem: melhor opção. Canola e soja: boas opções para cozinhar. Banha de porco: pode ser usada ocasionalmente. Óleo de coco: não precisa ser demonizado, mas também não há evidências de que seja mais saudável que azeite ou canola. No fim, o padrão alimentar como um todo importa muito mais do que a escolha entre banha, coco ou soja. Uma pessoa ativa, que come frutas, verduras, legumes, feijões e proteínas de qualidade, terá muito mais benefícios do que alguém preocupado apenas com qual gordura usa na panela.