MP investiga venda de suplementos falsificados a preços baixos

MP investiga venda de suplementos falsificados a preços baixos

Investigação do Ministério Público

Uma operação nesta quarta-feira (17) investigou uma quadrilha que vendia suplementos alimentares falsificados por valores até R$ 200 abaixo do preço de mercado. O grupo agia desde 2022 em plataformas de comércio eletrônico. A investigação começou após reclamações de consumidores sobre produtos sem lote ou validade, e o Ministério Público denunciou 14 pessoas por associação criminosa e estelionato.

Detalhes sobre a operação

Os suplementos alimentares vendidos pelo grupo eram anunciados com fotos semelhantes às dos produtos originais e preços atrativos. Segundo a denúncia apresentada pelo CyberGAECO, a diferença de valores chegava a mais de R$ 170 em alguns produtos. A denúncia aponta que, após a compra, os consumidores recebiam itens diferentes dos anunciados ou que não correspondiam aos produtos originais.

Mandados de busca e apreensão

Promotores cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em locais como Recreio dos Bandeirantes, Duque de Caxias e Cabo Frio. “As substâncias inseridas ali são as mais variadas. Já houve identificação de gesso misturado na creatina”, afirmou a promotora Tatiana Kaziris.

A gravidade da falsificação

A falsificação, muitas vezes, apresentava erros grosseiros: embalagens dos suplementos não traziam número do lote e nem data de validade. Algumas cápsulas tinham cores e tamanhos diferentes das originais, sem garantia do que realmente havia dentro delas.

Participação da Polícia Civil

Na fase inicial da apuração, ocorrida em fevereiro de 2024, a Polícia Civil localizou um laboratório clandestino utilizado para a fabricação dos produtos adulterados. Os agentes encontraram um galpão com grandes quantidades de suplementos e produtos farmacêuticos, além de centenas de encomendas prontas para envio e milhares de rótulos, indicando a atuação em larga escala da organização.

Riscos à saúde dos consumidores

Além dos prejuízos financeiros, o Ministério Público alerta para os riscos à saúde dos consumidores, que estavam adquirindo produtos com substâncias diferentes das informadas nos rótulos. Os denunciados responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato e falsificação de produtos.