Homem é condenado à prisão perpétua por abusos e morte de filha

Homem é condenado à prisão perpétua por abusos e morte de filha

Condenação de William Linn McCue

Um homem foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, num caso de abusos praticados contra os próprios filhos em casa, na Geórgia, Estados Unidos. William Linn McCue, de 51 anos, foi considerado culpado de homicídio qualificado, duas acusações de estupro, três acusações de abuso sexual agravado de menor e duas acusações de incesto. A sentença foi anunciada na última sexta-feira.

Morte da filha durante incêndio

O homicídio mencionado refere-se à morte da filha de McCue, que ocorreu em casa. De acordo com as autoridades, a menina, de apenas 10 anos, morreu por inalação de fumaça quando o irmão, de 15 anos, ateou fogo na residência na tentativa de escapar dos abusos do pai. A menina não teve chance de escapar porque estava presa em um banheiro. Investigações indicam que ela era uma das vítimas dos crimes sexuais cometidos por McCue.

Casos de abuso e resgate das crianças

Conforme os promotores, Carina, esposa de McCue, resgatou seus filhos, então com 12 e 8 anos, mas não conseguiu chegar até a filha. O caso chegou às autoridades em abril de 2022, quando equipes de emergência foram chamadas para combater o incêndio na casa da família, em Loganville. A menina estava trancada no banheiro e não tinha como escapar quando as chamas começaram a espalhar-se pela casa.

— O tratamento dado a essas crianças foi horrível — afirmou a promotora Patsy Austin-Gatson. — A morte dessa criança foi inconcebível e evitável, e ela e seus irmãos mereciam mais do que receberam de seus pais.

Condições insalubres

A casa da família ficou destruída pelo incêndio. Carina também enfrentou um julgamento, tendo se declarado culpada de crueldade contra crianças, agressão agravada e cárcere privado, aceitando testemunhar contra o marido. Ela recebeu uma pena de 90 anos de prisão, conforme informou o Ministério Público.

Autoridades notaram que, antes do incêndio, a residência apresentava condições insalubres e as crianças estavam há muito tempo fora da escola. Exames médicos revelaram que uma das crianças tinha cicatrizações nas costas, causadas por um cinto, enquanto outro garoto apresentava uma marca de mordida humana na coxa.

Depoimentos e atrocidades

Os promotores apresentaram diversos depoimentos e provas no julgamento de McCue, revelando que as crianças eram vítimas de espancamentos severos e forçadas a usar coleiras de choque.

Carina, mãe das crianças, afirmou em seu depoimento que McCue havia estuprado a filha mais velha, então com 17 anos. A adolescente foi ouvida pelo júri e relatou que o pai a abusava, além de sua irmã mais nova.

Embora McCue não estivesse presente na casa no momento do incêndio, foi considerado culpado pela morte da criança. Ele foi condenado a três penas de prisão perpétua consecutivas, além de uma quarta pena de prisão perpétua e mais 120 anos de prisão.