Ancelotti introduz equipamento americano em treino da seleção
17/06/2026, 10:12:03
Introdução das jogadas de bola parada
As jogadas de bola parada são uma das principais apostas de Carlo Ancelotti na preparação da Seleção Brasileira. Consideradas o caminho mais curto até o gol, ou a forma mais direta de a bola chegar à rede, elas recebem atenção especial do treinador. Ancelotti, entusiasta desse tipo de estratégia, destaca a importância do fundamento no futebol moderno.
Segundo ele, cerca de 30% dos gols surgem em lances de bola parada, o que reforça o potencial de diferença em uma competição. “A bola parada no futebol moderno é um aspecto muito, muito importante. Na estatística, 30% dos gols saem da bola parada. Creio que temos ferramentas porque temos batedores de escanteios muito bons e cabeceadores muito bons”, afirmou o técnico.
Uso da munhequeira tática
Para otimizar o trabalho, o treinador levou à Seleção um recurso pouco comum no futebol: a chamada “munhequeira tática”, equipamento usado no futebol americano. “É pra simplificar a explicação aos jogadores, encontrando a posição, a bola parada, sem perder muito tempo na explicação”, explicou Ancelotti. A munhequeira mostra jogadas ensaiadas para orientar os jogadores durante a partida.
Treinamentos fechados
Os treinamentos de bola parada são realizados a portas fechadas, numa tentativa de manter o fator surpresa para os adversários. Apesar disso, na estreia, essas jogadas ensaiadas ainda não apareceram de forma efetiva. Contra o Marrocos, o Brasil teve seis escanteios, e a cobrança de Raphinha com a antecipação de Marquinhos foi o lance que mais se aproximou de uma jogada trabalhada pela comissão técnica.
Desempenho nas faltas
Nas faltas, o cenário também não foi de grande perigo: em 15 oportunidades a favor, a Seleção não conseguiu transformar as cobranças em chances claras de gol. Outras seleções, no entanto, já colheram resultados em bolas paradas nesta Copa. O gol da Arábia Saudita contra o Uruguai, por exemplo, saiu desse tipo de lance, embora com forte componente de improviso. Já no empate do Japão contra a Holanda, no fim da partida, houve uma movimentação coordenada dentro da área, com desvio final que enganou o goleiro, em uma jogada que teve características típicas de treino.
