A máxima das rupturas políticas chega a Ronaldo Lessa: chororô...

Quando a perda de cargos revela que, na política, o lamento dos poderosos pode ser igual ao dos eleitores comuns.

A máxima das rupturas políticas chega a Ronaldo Lessa: chororô...

Lessa, um veterano da política que parece acreditar que romper com um grupo político lhe garante o direito de continuar indicando cargos. Democrático demais, não?

Assim, e pelas vias mais dolorosas, a política mostra que a diferença entre os eleitores — a chamada vala dos comuns — e os próprios políticos, muitas vezes, não existe. O chororô é o mesmo.

“Ah, eu perdi isso”, “ah, eu perdi aquilo”. No fim das contas, tudo se resume à perda daquilo que nunca pertenceu a quem rompeu. Afinal, os cargos são do governo, e não de quem os ocupava ou indicava. Sem eles, resta seguir o caminho comum, andando com as próprias pernas.

E essa regra é nova? Não. O que continua antigo é o comportamento dos que vão e vêm na política — os famosos pula-pula — que insistem em não compreender que independência, de fato, só mesmo a do Brasil, que apenas mudou de donatário ao longo da história. Saiu das mãos da Coroa e passou para as engrenagens do capitalismo.

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Creditos: Professor Raul Rodrigues