Voto: acordo entre lados, onde um recebe o bônus e o outro o ônus

Quando a escolha do eleitor ultrapassa os favores pessoais, os benefícios alcançam toda a sociedade. Conhecer o político não é tão somente tê-lo tido como prefeito, mas sim como se comporta depois de saír do poder.

Voto: acordo entre lados, onde um recebe o bônus e o outro o ônus

O Voto e a Diferença Entre o Interesse Individual e o Bem Coletivo

O voto é uma espécie de acordo entre o eleitor e o político, quase sempre cercado pela desconfiança de uma possível traição entre as partes. Quem vota mal, vende o voto e recebe como ônus o esquecimento — direito de quem comprou e levou aquilo pelo que pagou.

Quem vota bem, pelo menos tem o direito de conviver com o político escolhido e até de lhe cobrar pelo voto concedido. Isso quando a escolha não é movida pela ambição de obter vantagens pessoais e pela crença de que todo pedido deve ser atendido. É o eleitor interesseiro.

Quem vota melhor ainda pensa no coletivo. Por isso, não precisa permanecer na porta do político, dia e noite, pedindo emprego para familiares, carradas de areia e piçarra, pagamento de contas de água e luz ou qualquer outra das inúmeras demandas individuais. Esse eleitor aguarda melhorias que beneficiem toda a população.

E isso existe?

Basta observar algumas realizações: o Vida Nova nas Grotas, a Escola Maria Lucinda Peixoto, a AL-105 — atual BR-349 —, o Programa Minha Casa Minha Vida sem comercialização irregular de moradias, o fortalecimento do turismo, a chegada da Hemodiálise, o crescimento dos atendimentos da Santa Casa, o Centro Médico Dr. Hélio Lopes — antiga Casa do Terror —, o Expresso da Saúde, a pavimentação dos povoados com paralelepípedos e asfalto interligando a zona rural, a Ponte Penedo/Neópolis, ruas pavimentadas na cidade, drenagem de pontos críticos, recuperação do asfalto da Orla, avanços na Saúde e uma Assistência Social batendo recordes sucessivos de atendimentos.

Isso sendo apenas um breve resumo da realidade.

A prática do assistencialismo tornou-se uma cultura. Entretanto, não pode se transformar na regra máxima para a escolha de candidatos. Se isso acontecer, o poder econômico passará a determinar os resultados eleitorais, e os mais ricos serão sempre os favorecidos. O risco é que a preferência recaia justamente sobre aqueles que passaram pela prefeitura e enriqueceram durante a vida pública.

Creditos: Professor Raul Rodrigues