Até quando corruptos andarão rindo com trejeitos de ladrão; e são mesmo.

Alguns atravessam a vida exibindo riqueza e poder, mas carregando consigo a marca indelével de quem transformou o dinheiro do povo em benefício próprio.

Até quando corruptos andarão rindo com trejeitos de ladrão; e são mesmo.

A Erva Daninha da Coisa Pública

É intrigante ver, pelas ruas das cidades, seja durante uma caminhada matinal, seja nos ambientes públicos — bares, restaurantes, padarias e cafeterias — personagens que se abasteceram do dinheiro público quando ocuparam cargos para os quais foram nomeados. Muitos enriqueceram à sombra do poder, inflando preços de serviços terceirizados e transformando recursos coletivos em patrimônio particular.

Prática infelizmente comum em determinadas secretarias municipais de saúde e até em entidades filantrópicas — hospitais, maternidades e ambulatórios — onde ratos da coisa pública encontraram nos impostos pagos pelo povo uma fonte inesgotável para satisfazer a própria ganância.

Assim riem e zombam essas almas penadas de penas brancas, cuja moral nasceu torta e cresceu à sombra da impunidade. São figuras sebosas, do tipo que espalha contaminação moral por onde passa, tal qual um Capitão do Mato moderno, sempre disposto a chicotear subordinados para compensar a própria pequenez. Carregam a marca daqueles que passaram a vida tentando ser o que jamais conseguiram.

Porque até de um bom plantio pode nascer a erva daninha que se alastra pelos campos, infestando tudo ao redor. Desfilam pelas ruas imaginando-se exemplos de honestidade e dignidade, quando, na verdade, jamais receberam do povo o reconhecimento que tanto fingem possuir.

 

 

 

Creditos: Professor Raul Rodrigues