Mulher de 37 anos finge ter 12 e engana família
04/06/2026, 15:20:04
Mulher de 37 anos finge ter 12 anos
Amanda Maria Souza de Oliveira ficou por um tempo em Montes Claros, em 2024, até ser presa por falsidade ideológica. Ela morou em uma casa de acolhimento às pessoas em situação de vulnerabilidade.
Ao ser localizada pela Polícia Militar em Montes Claros, Norte de MG, antes de enganar uma família de Joiville, a mulher de 37 anos que se passava por uma adolescente de 12, disse "tinha o costume de mentir".
Amanda ficou na cidade mineira até ser presa por falsidade ideológica. Ela morou na Casa de Acolhimento Rosa Mística, que presta assistência às pessoas em situação de vulnerabilidade.
Segundo a responsável pela unidade, a golpista inventava histórias para comover quem convivia com ela. Ao chegar na Casa de Acolhimento, Amanda disse que tinha 18 anos, mas depois passou a afirmar que teria 13.
Ela fugiu ao ser informada que o Conselho Tutelar seria acionado. Após a fuga, a suspeita foi detida pela Polícia Militar. Os agentes constataram que ela já tinha registros por estelionato e falsidade ideológica em outros estados.
Durante uma troca de turno entre os funcionários, Amanda saiu correndo do local. "Ela tinha todos os trejeitos de criança, a voz doce e bem meiga. Até para comer, só queria coisas infantis", detalhou Mychelle. Segundo a responsável, também fazia parte do comportamento pedir colo aos funcionários da unidade.
Com a suspeita de que havia algo errado, a responsável pela unidade acionou a Polícia Militar em 27 de dezembro de 2024, após Amanda sair do local. Os policiais fizeram buscas e a localizaram nas imediações da Casa.
Após a identificação, os militares constataram que ela já possuía registros nos estados de Goiás e Rio de Janeiro por falsidade ideológica, estelionato e difamação. A PM ainda verificou que ela havia registrado um boletim de ocorrência alegando ter perdido os documentos, uma estratégia para omitir a verdadeira identidade.
Durante os levantamentos, foi constatado ainda que a golpista já havia recebido ajuda de outras pessoas e instituições sensibilizadas com a história que contava, o que foi confirmado por ela mesma. Quando questionada, Amanda afirmou que "tinha o costume de mentir".
Na ocasião, ela foi presa em flagrante e levada para a delegacia da Polícia Civil.
O que diz a defesa: "Fui nomeado defensor dativo da investigada, uma vez que a Defensoria Pública não atua perante o Juízo de Garantias da Comarca de Joinville. A defesa aguarda a conclusão da perícia técnica, que poderá contribuir para o adequado esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao caso."
