Homem de Uganda é isolado no Rio por suspeita de ebola
31/05/2026, 04:55:02
Homem vindo de Uganda é isolado no Rio por suspeita de ebola
Um homem vindo de Uganda, país africano que registra surtos de ebola em algumas regiões, está sendo monitorado pelas autoridades de saúde do Rio de Janeiro após apresentar sintomas virais como tosse, calafrios e diarreia. O paciente foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), referência nacional para o atendimento de casos suspeitos da doença. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) foi acionado neste sábado após a identificação do caso. Em razão do histórico de viagem e dos sintomas apresentados, o protocolo de segurança para suspeitas de ebola foi imediatamente adotado. Na noite deste sábado, a Fiocruz informou à secretaria que o paciente testou positivo para malária. Apesar do diagnóstico, ele permanecerá em isolamento até a conclusão dos exames que irão descartar ou confirmar a infecção pelo vírus ebola, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Paralelamente, equipes da Vigilância Epidemiológica do estado e do município do Rio realizam o rastreamento de pessoas que tiveram contato com o paciente. Os chamados contactantes estão sendo orientados a comunicar imediatamente às autoridades de saúde caso apresentem sintomas como febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares ou dores nas articulações. Segundo a SES-RJ, o monitoramento de doenças com potencial para provocar emergências em saúde pública faz parte da rotina do Centro de Inteligência em Saúde do Estado do Rio de Janeiro (CIS-RJ). O trabalho inclui o acompanhamento de enfermidades já conhecidas no estado, como a dengue, além de doenças raras ou sem registro de circulação no país, como o ebola. A secretaria destacou que os protocolos têm como objetivo identificar rapidamente possíveis ameaças sanitárias e adotar medidas para evitar a disseminação de doenças e reduzir riscos à população.
