Nova operação Carbono Oculto revela esquema de sonegação

Nova operação Carbono Oculto revela esquema de sonegação

A operação Carbono Oculto

A segunda fase da operação Carbono Oculto, chamada "Fluxo Oculto", foi possível graças à entrega de dados pelas fintechs e financeiras, antes atrasada por fake news sobre o Pix. Essa operação revelou um esquema de sonegação na venda de combustíveis, com ligações ao PCC, movimentando R$ 26 bilhões em seis fintechs. A Receita Federal agora executa mandados em cinco estados para asfixiar financeiramente essas organizações criminosas.

Entregas de dados e a investigação

Informações da Receita Federal mostram o que permitiu a operação de hoje, a segunda fase do Carbono Oculto. A entrega de dados pelas fintechs e pelas financeiras permitiram aos investigadores identificar a estrutura do crime que liga sonegação na venda de combustíveis e ligação com o PCC. As instituições financeiras deveriam ter entregue esses dados há mais tempo, mas como houve aquela fake news sobre tributação do Pix, a entrega dessas informações foi adiada. Agora que esses dados estão disponíveis, foi possível entender melhor como esse crime funciona e isso embasou a “Fluxo Oculto”, que identificou a movimentação total de R$ 26 bilhões em seis fintechs, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O objetivo diz é fazer a asfixia financeira identificando essas organizações criminosas.

Mandados de busca e apreensão

‘Fluxo Oculto’: operação cumpre mandados em 5 estados e mira fintechs em esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis. ‘Fluxo Oculto’: Operação mira uso de criptoativos para lavagem de dinheiro - Há um conjunto de operações de organização criminosa, cujo início é adulteração de combustível, sonegação fiscal na importação de nafta, que de fato leva à identificação, à movimentação de algo como R$ 1 bilhão em espécie para algumas dessas fintechs, uma movimentação total de R$ 26 bilhões em seis fintechs nos últimos anos, o que acende o sinal de alerta para os órgãos de inteligência. Hoje são uma série de mandados, uma série de providências que estão sendo cumpridas em cinco estados, com quase 60 mandados de busca e apreensão. São 135 servidores envolvidos. A gente segue fazendo asfixia financeira, identificando as questões que abastecem de fato essa engrenagem das organizações criminosas - reforçou Durigan.

O papel das fintechs

As fintechs não prestavam informações de movimentação. Em janeiro do ano passado, o governo passou a exigir esses dados, mas uma onda de fake news, explorada pela extrema direita, de que o governo estava querendo tributar o Pix, levou o governo a recuar. Após a primeira fase da Carbono Oculto, em agosto do ano passado, a medida que previa a exigência de informações foi republicada. A e-Financeira é uma obrigação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) onde bancos, seguradoras, corretoras e fundos enviam mensalmente dados de movimentações dos clientes à Receita Federal. São esses dados que permitiram a operação de hoje mostrando a ligação entre a facção criminosa e empresas do mercado financeiro.