Alerj responde a Lula sobre afirmações sobre milícias

Alerj responde a Lula sobre afirmações sobre milícias

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) reagiu neste sábado às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou, durante visita ao Rio, que "viria um miliciano" caso a Casa tivesse sido responsável por escolher o novo governador do estado. Em nota, a Alerj, presidida pelo deputado Douglas Ruas (PL), disse considerar "inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar" seus integrantes e cobrou respeito às instituições, inclusive por parte do presidente da República.

A declaração de Lula foi em referência à tentativa do grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL) de realizar uma eleição indireta para definir seu sucessor, hipótese barrada pela Justiça. Ruas é o candidato da família Bolsonaro para concorrer ao governo do estado em outubro contra o ex-prefeito Eduardo Paes, aliado de Lula.

Durante agenda na Fiocruz, na Zona Norte do Rio, o presidente afirmou ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que "não é possível que uma cidade como o Rio tenha territórios tomados pela milícia" e declarou esperar que ele trabalhe para "prender políticos que fazem parte de uma milícia organizada".

Na nota, a Alerj afirmou ainda que o Rio enfrenta "desafios históricos na segurança pública", ligados "à ausência de políticas nacionais eficazes de combate ao tráfico de armas, às fronteiras abertas ao crime organizado e à expansão das facções criminosas em todo o país". O texto conclui dizendo que o momento exige "união institucional, equilíbrio e responsabilidade — e não declarações que estimulem divisão política ou prejulguem instituições". A Assembleia afirma ainda que seguirá trabalhando "pelo fortalecimento da democracia, da segurança pública e da defesa da população do Estado do Rio de Janeiro".