Estudo revela que primogênitos têm QI mais elevado que irmãos
14/05/2026, 06:27:06
O impacto no quociente de inteligência
Um estudo publicado na revista "Science" pelos professores Petter Kristensen e Tor Bjerkedal, da Universidade de Oslo, analisou o desempenho acadêmico de 240 mil homens noruegueses durante o serviço militar. Os resultados mostraram uma hierarquia clara no desenvolvimento cognitivo: Primogênitos: média de 103,2 de QI. Segundos filhos: média de 101,2 de QI. Filhos caçulas: média de 100 de QI. Os autores destacam que essa diferença de aproximadamente três pontos não é hereditária. A causa estaria no ambiente social e educacional, já que os primeiros filhos costumam receber atenção mais exclusiva e assumem funções de orientação dos irmãos mais novos, o que reforça o próprio aprendizado.
Desenvolvimento da personalidade e papéis familiares
Paralelamente, uma pesquisa liderada por Rodica Ioana Damian e Brent W. Roberts, da Universidade de Illinois, examinou 377 mil estudantes do ensino médio nos Estados Unidos. O estudo, divulgado pela "ScienceDirect", concluiu que a ordem de nascimento molda comportamentos específicos durante a infância e a adolescência: Filhos mais velhos: tendem a ser mais extrovertidos, simpáticos e determinados. A predisposição para tomar iniciativa está ligada à responsabilidade assumida cedo dentro da família. Filhos do meio: costumam desenvolver habilidades de negociação ao atuar como ponte entre o irmão mais velho e o mais novo. Essa posição pode estimular maior independência caso sintam que recebem menos atenção direta. Filhos caçulas: são descritos como mais tranquilos, curiosos e aventureiros. O estudo os caracteriza como indivíduos menos apegados a regras rígidas e com personalidade mais rebelde.
Outros fatores determinantes na criação
Apesar das tendências estatísticas, os especialistas alertam que a ordem de nascimento é apenas uma peça do quebra-cabeça. Fatores como a diferença de idade entre os irmãos, o tipo de cuidador, o contexto socioeconômico e as expectativas de gênero dentro da família desempenham papel fundamental. A psicóloga Diana Jiménez ressalta que o desenvolvimento individual é multifatorial, destacando que o contexto afetivo e o modelo de cuidado recebido podem amenizar ou potencializar as tendências associadas à ordem de nascimento na família.
