O preço da candidatura no tabuleiro político

Entre investigações, alianças rompidas e escândalos, o jogo do poder avança rumo ao xeque-mate sem poupar reis, rainhas ou herdeiros políticos.

O preço da candidatura no tabuleiro político

Candidatura política tem um preço. E quanto maior o prêmio, maior o risco. Não preciso escrever mais nada para se saber que a campanha — ou pré-campanha — já começou de fato.

Sobre Lula, tudo o que vier é lucro, por tudo já ter sido investigado, reunido como prova e amplamente debatido. Foi ouvido sem abaixar a cabeça; enfrentou desde a invasão de apartamento pela Polícia Federal até oitivas provocativas, mantendo-se sempre altivo e firme. Respondeu ao então juiz, Sérgio Moro, que não aceitaria o uso de tornozeleira por não ser “pombo-correio” e que, ao sair daquela prisão e voltar à Presidência da República, muitos pagariam pelo que fizeram.

Já Bolsonaro passou por aceleradas linhas de investigação — casos e apurações de diferentes crimes — e não suportou sequer cem dias de cadeia. Amarelou, soluçou, caiu da cama, chorou e até a tornozeleira queimou.

Flávio Bolsonaro nem começou a campanha de verdade e já deu sinais de que sua candidatura poderá enfrentar dificuldades. E são fatos assumidos pelo próprio Flávio que fazem alianças começarem a romper elos por conta do Banco Master.

O jogo político, no tabuleiro do xadrez, não perdoa; ele segue os passos do xeque-mate. E, quando abastecido por verdadeiros escândalos, não há rei nem rainha que suporte os golpes do cavalo, do bispo e da torre. Essas peças caem por terra e deixam o rei adversário exposto.

Creditos: Professor Raul Rodrigues