Expectativas para encontro entre Trump e Xi Jinping
13/05/2026, 19:07:02
Expectativas para o Encontro entre Trump e Xi Jinping
Há boas expectativas para o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, apesar dos muitos temas delicados. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, têm encontro marcado em Pequim.
Encontro Trump-Xi: Comércio e Geopolítica no Centro das Discussões Há expectativas positivas para o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, apesar dos desafios. Temas como o comércio, onde ambos buscam cortes tarifários e maior cooperação, são cruciais. A crise energética e questões geopolíticas, como Taiwan, também estarão em pauta. Com a economia americana em dificuldades e eleições se aproximando, Trump busca vitórias diplomáticas para melhorar sua imagem.
O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping está atrasado. A reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e China, as duas maiores potências globais, estava marcada antes do início da guerra no Irã e foi adiada. Acho que Donald Trump acreditava que chegaria a Pequim cantando vitória, lembrando que China e Irã são parceiros comerciais em várias frentes. No entanto, o desenrolar do conflito no Oriente Médio parece não seguir o roteiro esperado pelo presidente americano; a negociação de paz está indo muito mal, e Trump chegou a classificar a proposta iraniana como lixo. Essa empreitada americana no Golfo Pérsico está sendo um fiasco: Trump acreditava que faria um "passeio" no Irã, que tudo seria resolvido rapidamente, e não calculou os efeitos oriundos do conflito que se abatem pelo mundo, especialmente sobre os Estados Unidos. O líder americano parece não encontrar uma forma de sair dessa situação, que acabou se tornando uma enrascada, e talvez no encontro com Xi Jinping possa tentar convencer a China a atuar como mediadora para que o Irã abra definitivamente o Estreito de Ormuz.
Em reunião entre Xi e Trump, China buscará obter estabilidade mas crise energética pode ser ponto crítico, diz especialista. Trump e Xi avaliam cortar tarifas sobre US$ 30 bilhões em importações, diz agência: proposta em discussão prevê criação de mecanismo para ampliar o comércio de produtos considerados não estratégicos entre Estados Unidos e China. Acredito na diplomacia; o encontro de chefes de Estado pode ter resultados não muito palpáveis no primeiro momento, mas que acabam se transformando em acordos de cooperação em outros níveis. Há muitos assuntos a serem tratados entre os dois países, que são rivais, sim, mas ao mesmo tempo mantêm muitos interesses em comum que demandam cooperação. Um dos grandes interesses dos dois presidentes certamente é firmar um acordo comercial. Afinal, logo no início de sua gestão, Trump declarou guerra comercial ao mundo, particularmente à China.
Em outubro do ano passado, as super tarifas foram suspensas por decisão judicial, sem que fosse firmado um acordo para estabelecer outras bases de negociação que os Estados Unidos considerem que os atendam, já que são deficitários na relação comercial com praticamente todos os países. A China, por sua vez, também ainda não pôde colocar seus pontos. O que mantém essa situação em impasse.
Trump diz que pedirá a Xi para 'abrir' a China aos negócios americanos: o pedido será feito essa semana no encontro em Pequim. Além do comércio, que é ponto fundamental, há ainda a questão dos investimentos. Apple e Tesla têm muitos interesses e investimentos na China. Há uma rivalidade histórica e profunda entre os dois países, como pontuei, mas mesmo em áreas em que as potências competem, como a inteligência artificial, podem até cooperar. É um equilíbrio delicado; afinal, há uma disputa pela liderança nesse segmento que representa a nova revolução do desenvolvimento.
Para a China, um tema de interesse a ser tratado nesse encontro é Taiwan. O assunto, no entanto, é bastante delicado. É que apesar de ser independente e democrático, a China considera que Taiwan é parte de seu território.
CEO da Nvidia se junta à comitiva de Trump a China na última hora; veja quem mais vai ao encontro. Há uma expectativa boa sobre a reunião dos dois presidentes. Trump está precisando de alguma boa notícia para apresentar ao mercado doméstico. A economia vai mal sob o impacto da guerra que ele mesmo iniciou, a inflação está no maior patamar em três anos e sua popularidade em baixa, justamente quando se aproximam as eleições de meio de mandato. A paz entre esses dois grandes polos de desenvolvimento e de investimento militar é o que se espera; seria uma boa notícia para o mundo, em um contexto de tantos conflitos.
