O vai e vem da política sem compromisso

Entre críticas, rompimentos e reaproximações, discursos mudam conforme os interesses, enquanto o eleitor permanece em segundo plano.

O vai e vem da política sem compromisso

Assisti, vi e ouvi Ronaldo Lessa agir como qualquer eleitor comum ao descer a lenha no ex-prefeito JHC quando rompeu com ele em busca da vaga de vice-governador. Está tudo na internet, que não perdoa ninguém.

Agora, repete as mesmas críticas contra Paulo Dantas e Renan Filho, que até pouco tempo formavam, segundo ele, um “grupo de jovens políticos” com um futuro promissor.

E, neste momento, refaz o caminho de volta aos braços de JHC como provável — e prometido — novo-velho vice-governador.

Entende-se, então, que o comportamento do eleitor acabou contaminando políticos que já não mantêm compromisso com as verdades ditas e os discursos proferidos, tudo dependendo dos novos interesses — que já foram velhos, mas voltam à moda quando há cargos em disputa.

E o eleitor que se dane.

Creditos: Professor Raul Rodrigues