Política de JHC deixa-o a cada dia mais fraco que ontem

Como o jogo somente será decisivo no segundo tempo, união dos menos votados pode até não dar certo.

Política de JHC deixa-o a cada dia mais fraco que ontem

 Não é preciso ser especialista para entender que, a cada dia que passa, o ex-prefeito de Maceió – JHC – se enfraquece diante de seu silêncio sepulcral sobre a decisão para as eleições de 4 de outubro deste ano.

Anunciava sua saída da prefeitura com um movimento de eleitores a seu favor, o que o tornaria um forte concorrente ao governo do estado. E, mais forte ainda, ao Senado da República.

E da prefeitura ele saiu. Contudo, permaneceu silencioso quanto ao seu destino político, enquanto seu eleitorado aguardava um “motor de arranque” ligado, com setas indicando o caminho a ser percorrido.

Veio, então, um novo silêncio. E, com isso, o desgaste provocado pelo calvário imposto por parte da imprensa, em editorias interessadas no fim da carreira de JHC.

Poucas semanas depois, em visita ao Sertão, eis que o campeão de votos da capital declarou, em frase subliminar, que faria o melhor governo para os sertanejos. Mas isso terminou como uma gota d’água em um oceano de contínuo silêncio.

O cenário se agrava: o grupo de aliados para uma campanha majoritária apenas se enfraquece diante dos blocos já estruturados pelos Calheiros e pelos Lira. Chapas com quadros preparados para o jogo de xadrez político, com torres, bispos e cavalos sempre a proteger o rei e a rainha. Os peões já foram descartados, pelo seu baixo valor estratégico.

E, para JHC, os “peões” que restam sequer conseguem montar a cavalo.

JHC até dispõe de uma boa “rainha”, mas, em um jogo entre profissionais, seu tabuleiro é, dos três, o mais fraco.

Creditos: Professor Raul Rodrigues