EUA irão escoltar navios retidos no Estreito de Ormuz

EUA irão escoltar navios retidos no Estreito de Ormuz

EUA vão escolher navios presos no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um novo plano de operação marítima para auxiliar navios civis retidos no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo. A declaração foi publicada na rede social Truth Social neste domingo (3) e detalha a criação do chamado "Project Freedom"(Projeto Liberdade, em português), previsto para começar na manhã de segunda-feira (4) no horário do Oriente Médio.

Segundo Trump, diversos países considerados neutros no atual conflito do Oriente Médio solicitaram ajuda aos Estados Unidos para retirar embarcações que estariam bloqueadas na região, apesar de não terem qualquer envolvimento direto nas disputas. O republicano afirmou que os navios e tripulações seriam "vítimas das circunstâncias" diante da escalada da tensão no entorno do Irã.

Piora a crise no Estreito de Ormuz

Uma nova operação ocorre em meio ao agravamento da crise no Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás natural liquefeito. Nas últimas semanas, a região passou a registrar apreensões de navios, ameaças militares, ataques a embarcações comerciais e novas restrições impostas por Teerã à navegação internacional.

Relatórios recentes apontam que o tráfego marítimo no estreito chegou a cair drasticamente após advertências emitidas pela Guarda Revolucionária iraniana. Grandes companhias de transporte marítimo e seguradoras internacionais passaram a suspender operações na área devido ao aumento do risco de ataques e ao temor de um bloqueio prolongado.

Além da preocupação com a segurança das tripulações, a instabilidade também provocou forte impacto econômico. O preço do petróleo disparou nos mercados internacionais diante do receio de interrupções no abastecimento global de energia. Em alguns pregões recentes, o barril do Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 (R$ 495), impulsionado pelas tensões entre Washington e Teerã.

Na publicação, Trump afirmou que o governo norte-americano irá orientar e escoltar embarcações por áreas consideradas perigosas para garantir uma saída segura. O presidente também declarou que muitos navios enfrentam problemas de abastecimento, incluindo falta de alimentos e dificuldades sanitárias para as tripulações.

O republicano ainda revelou que representantes dos Estados Unidos mantêm conversas "muito positivas" com autoridades iranianas, indicando a possibilidade de avanços diplomáticos nas próximas semanas. Apesar disso, Trump deixou um alerta direto ao afirmar que qualquer tentativa de interferir na operação humanitária "terá de ser enfrentada com força".

Confira a publicação de Donald Trump na íntegra:

"Países de todo o mundo, quase todos sem envolvimento no conflito no Oriente Médio, que se desenrola de forma tão visível e violenta, pediram aos Estados Unidos que ajudassem a liberar seus navios, que estão retidos no Estreito de Ormuz, por algo com o qual não têm absolutamente nada a ver, e são meros espectadores neutros e inocentes! Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam seguir com suas atividades livremente."

"Repito, esses navios são de regiões do mundo que não estão de forma alguma envolvidas com o que está acontecendo no Oriente Médio. Instruí meus representantes a informá-los de que faremos todos os esforços para retirar seus navios e tripulações do Estreito em segurança. Em todos os casos, eles disseram que não retornarão até que a área se torne segura para a navegação e tudo o mais. Esse processo, o Projeto Liberdade, começará na manhã de segunda-feira, horário do Oriente Médio. Estou plenamente ciente de que meus representantes estão mantendo conversas muito positivas com o Irã e que essas conversas podem levar a algo muito positivo para todos."

"A movimentação dos navios visa simplesmente liberar pessoas, empresas e países que não fizeram absolutamente nada de errado — são vítimas das circunstâncias. Este é um gesto humanitário em nome dos Estados Unidos, dos países do Oriente Médio e, em particular, do Irã. Muitos desses navios estão com poucos alimentos e outros itens necessários para que as tripulações permaneçam a bordo de forma saudável e higiênica. Acredito que isso contribuirá muito para demonstrar boa vontade em nome de todos aqueles que têm lutado tão arduamente nos últimos meses. Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza. Agradeço a sua atenção a este assunto! Donald J. Trump, Presidente dos Estados Unidos da América"