Rejeição de Jorge Messias expõe o lado podre da política brasileira

Barramento da indicação ao STF alimenta debates sobre articulações nos bastidores, disputas institucionais e interesses que cercam a Suprema Corte

 Rejeição de Jorge Messias expõe o lado podre da política brasileira

Estranheza. Foi essa a sensação do brasileiro ao ver o Senado barrar a nomeação do Advogado Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao STF. No entanto, por trás dessa ação, existe um esquema que tem como objetivo livrar a cara dos envolvidos em corrupção. O leitor deve estar perguntando: o que Jorge Messias tem a ver com essas pessoas? Calma que eu explico.

O grande mote, foi o fato de Jorge Messias ter o apoio do ministro do STF André Mendonça relator do Caso Máster. Messias, qu é um entusiasta de apuração rigorosa, faria frente no Supremo em prol da punição aos envolvidos no caso Máster. E quem seriam essas pessoas? Primeiramente Davi Alcolumbre, presidente do Senado, Flávio Bolsonaro senador e... Alexandre de Moraes, pasmem senhores, ministro da Suprema corte.

De acordo com os fatos, os três se juntaram em proveito próprio no sentido de barrar a nomeação de Jorge Messias que tem notório saber jurídico e reputação ilibada, fatores determinantes para sua nomeação à mais alta corte.

Davi Alcolumbre, senador pelo Amapá, está no rastro de André Mendonça pelo fato do Amapá Previdência destinar ao Banco Máster a bagatela de 400 milhões de reais, também pelos  encontros com Vorcaro que varavam a madrugada na residência oficial do Senado, além de seu nome constar na lista de contatos do celular de banqueiro e uma articulação para enterrar a CPI do banco Máster. Flávio Bolsonaro carrega consigo um rastro de corrupção também no mesmo caso, onde seu pai, o presidiário Jair Bolsonaro recebeu dinheiro do dono do banco; o próprio Flávio tem mansão comprada com financiamento do Banco de Brasília, entidade atolado até o pescoço na compra de títulos podres do Máster, e consta na lista de contatos de Daniel Vorcaro, e por último, Alexandre de Moraes que está comprovado ter recebido 129 milhões de reais através do escritório de advocacia de sua esposa, além de troca de mensagens  do celular de Vorcaro que sugerem encontros informais com o ministro, incluindo visitas em sua casa durante feriados e viagens organizadas pelo banqueiro.

Creditos: Professor Fábio Andrey