Senadores rejeitam Jorge Messias como ministro do STF

Senadores rejeitam Jorge Messias como ministro do STF

Rejeição inesperada no Senado

Na noite desta quarta-feira (29), o Plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, atual advogado da Advocacia-Geral da União (AGU), para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa vaga havia sido deixada com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Para ser aprovado, Messias precisava de pelo menos 41 votos a favor, mas obteve apenas 34, diante de 42 votos contrários à sua indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Reações após a votação

Imediatamente após o resultado, houve uma pequena confusão, efeitos da comemoração por parte da oposição e o descontentamento dos governistas. Este episódio marca a primeira vez na história do Brasil que uma indicação ao STF do presidente é rejeitada pelos senadores.

Declarações de Jorge Messias

Em sua saída do Senado, Jorge Messias fez algumas declarações à imprensa, agradecendo os votos que recebeu. "A vida é assim. Tenho certeza que lutei um bom combate. Passei por cinco meses por um processo de desconstrução. Sou grato a confiança depositada em mim pelo presidente Lula. Eu não encaro isso aqui como fim, essa é uma etapa da minha vida".

Além disso, Messias enfatizou que cumpriu seu "desígnio" e participou de forma íntegra de todo o processo. Ele também destacou a recepção positiva que teve de 78 senadores.

A sabatina na CCJ

Antes do resultado no plenário, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado já havia aprovado a indicação de Messias, com um placar apertado: 16 votos favoráveis contra 11 contrários. Durante a sabatina, o indicado de Lula respondeu a diversas perguntas de 22 senadores, que abordaram questões como ativismo político, legalização do aborto, os acontecimentos de 8 de janeiro e a escala de trabalho de 6 por 1.

Apesar da vitória na comissão, o resultado no Plenário foi notavelmente diferente. Com a rejeição, a proposta de indicação de Jorge Messias foi arquivada, e agora o presidente Lula precisará enviar um novo nome para que a vaga no STF seja preenchida.