Economista aponta estratégias para enfrentar a inflação e o ‘Custo Maceió’ no dia a dia
23/04/2026, 07:03:38Produção local de tubérculos pode fazer diminuir preços, compras em grupo, atacarejo, também podem reduzir despesas, pesquisas de preços e aproveitar frutas da época podem trazer economia.

Com inflação projetada em 4,71% para 2026, moradores de Maceió enfrentam o aumento do custo de vida agravado pelo chamado “Custo Maceió”, marcado pelo peso da logística nos preços.
Segundo o economista alagoano Guilherme Lopes, professor adjunto da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), a alternativa passa por mudanças no consumo, priorizando produtos locais, planejamento de compras e adaptação do orçamento doméstico.
De acordo com o especialista, o principal fator que encarece os produtos na capital alagoana é a dependência de itens vindos de fora do estado. O frete impacta diretamente o preço final, o que torna o consumo local uma estratégia para reduzir gastos.
A orientação é priorizar alimentos produzidos mais próximos. Quanto menor a distância percorrida, menor o impacto do transporte no valor pago pelo consumidor.
Entre as principais estratégias apontadas está a chamada “engenharia de substituição”, que consiste em trocar produtos de longa cadeia

logística por itens locais.
- Produção local: Inhame, macaxeira e batata-doce apresentam menor variação de preço em relação a grãos vindos de outras regiões
- Frutas da estação: Produtos sazonais tendem a ser mais baratos e frescos devido à menor dependência de transporte
Além da escolha dos produtos, o comportamento de compra também influencia o orçamento. A diferença de preços entre bairros pode ser significativa.
- Compras em grupo: Aquisição coletiva em atacarejos pode reduzir custos, mesmo considerando o deslocamento
- Pesquisa de preços: Um mesmo item pode custar até 30% a mais em bairros como Ponta Verde, em comparação com feiras livres e mercados populares
O economista aponta que o setor de serviços é um dos primeiros a refletir a inflação. Diante desse cenário, a recomendação é ajustar hábitos de consumo.
A orientação é priorizar despesas essenciais, como alimentação, energia e moradia, e buscar alternativas gratuitas para o lazer, como espaços públicos. A seguir, foto do economista Guilherme Lopes.
Segundo Lopes, a inflação atual exige maior controle financeiro das famílias. Sem mudanças estruturais na logística ou políticas de subsídio, o ajuste recai diretamente sobre o consumidor.
Nesse contexto, o planejamento passa a ser contínuo, com revisão frequente de gastos e adaptação às variações de preços.
