Tsunami de 80 centímetros atinge Japão após forte terremoto
20/04/2026, 10:15:20
Um tsunami de 80 centímetros atinge um porto no Japão
Um tsunami de 80 centímetros atingiu um porto no norte do Japão nesta segunda-feira (20), após um forte terremoto de magnitude 7,5. A onda foi observada às 17h34 da hora local na cidade de Kuji, província de Iwate, segundo a Agência Meteorológica do Japão. O tremor teve epicentro no Oceano Pacífico e ocorreu a 10 quilômetros de profundidade. A agência disse, ainda, que ondas de até 3 metros poderiam alcançar partes das ilhas de Honshu e Hokkaido.
Falando a repórteres, a primeira-ministra Sanae Takaichi disse que o governo havia criado uma força-tarefa de emergência e pediu que os cidadãos das áreas afetadas fossem para locais seguros. A emissora NHK exibiu navios deixando o porto de Hachinohe, em Hokkaido, em antecipação às ondas, enquanto um alerta "Tsunami! Evacuar!" piscava na tela. Os serviços de trem-bala na província de Aomori, no extremo norte da ilha de Honshu, foram suspensos devido aos tremores, reportou a agência de notícias Kyodo.
O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos. Localizado no "Círculo de Fogo", uma faixa de vulcões e fossas oceânicas que circunda parcialmente a Bacia do Pacífico, o país registra cerca de 20% dos terremotos do mundo com magnitude 6,0 ou superior. Atualmente, não há usinas nucleares em operação nas regiões de Hokkaido e Tohoku, mas várias delas que existiram nestas áreas e foram desativadas. O atual tremor ocorre 15 anos após o terremoto de magnitude 9,0 e o tsunami de 11 de março de 2011 devastarem partes do norte do Japão. À época, o desastre natural provocou 22 mil mortes e forçou quase meio milhão de pessoas a deixarem suas casas. Cerca de 160 mil pessoas fugiram de suas casas por causa da radiação liberada pela usina nuclear de Fukushima Daiichi, atingida pelo tsunami. Aproximadamente 26 mil delas ainda não retornaram, seja porque se reassentaram em outras regiões, porque suas cidades natais continuam interditadas ou porque ainda têm preocupações com a radiação.
