Estados receberão R$ 3,7 bilhões em precatórios do Fundef

Estados receberão R$ 3,7 bilhões em precatórios do Fundef

Liberação de recursos

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a liberação de valores de precatórios devidos pela União a 7 estados. A quantia é referente a uma recomposição financeira do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Segundo o Conselho Nacional de Justiça, precatórios são ordens de pagamentos determinadas pelo Poder Judiciário para cobrar de municípios, estados ou da União valores devidos após uma condenação definitiva. A medida foi assinada nesta semana pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

Erros nos repasses

O STF entendeu que a União fez repasses inferiores aos estados durante a vigência do Fundef, que acabou em 2006, dando lugar ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB). Os valores corrigidos serão enviados aos estados para aplicação em políticas públicas de educação e valorização dos profissionais da educação.

Cálculo inadequado

Para o STF, o cálculo do valor mínimo anual por aluno foi feito de forma equivocada, por isso os estados têm o direito de receber a diferença. Os estados que receberão a recomposição financeira são: Ceará, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Pará. Ao todo, a União terá que desembolsar um valor de R$ 3,7 bilhões.

Valores a serem recebidos

Apenas o Pará deve apresentar os dados necessários para viabilizar a transferência. Os outros casos já tinham passado por todas as etapas e estavam aguardando a liberação para levantamento dos valores pelos governos estaduais. Saiba quanto cada estado deve receber:

  • Sergipe - R$ 51.743.687,02;
  • Pernambuco - R$ 433.679.414,19;
  • Ceará - R$ 341.898.921,84;
  • Rio Grande do Norte - R$ 225.680.766,24;
  • Bahia - R$ 1.341.625.122,12;
  • Pará - R$ 887.068.861,81;
  • Alagoas - R$ 335.967.880,47.

Importância da medida

O Supremo diz que a medida dá continuidade ao cumprimento das decisões da Corte e assegura a efetividade dos direitos reconhecidos aos estados, além de fortalecer o financiamento da educação pública e a valorização dos professores.