Réus condenados a 209 anos por chacina no RS

Réus condenados a 209 anos por chacina no RS

Condenação dos Réus

Cinco réus acusados de participarem de uma chacina que resultou na morte de cinco pessoas em Cidreira, no litoral do estado do Rio Grande do Sul, foram condenados a penas que somam até 209 anos de prisão. O julgamento, que se estendeu até às 23h30 desta sexta-feira (10), ocorreu no Foro de Tramandaí. Os crimes foram motivados por disputas de pontos de tráfico de drogas na região. O ataque resultou na morte de três pessoas por disparos de arma de fogo e duas vítimas carbonizadas devido a um incêndio causado pelo grupo de criminosos.

Recursos Possíveis

Ainda cabem recursos à decisão. Quatro dos réus estavam sob custódia e não poderão recorrer em liberdade. Já o quinto réu, que foi preso em 2024, já cumpriu pena suficiente para ser transferido ao regime semiaberto. O júri durou dois dias e as ações ocorreram em 10 de abril de 2024, quando o grupo atacou duas residências que eram consideradas pontos de tráfico na cidade.

Acusações e Penas

Quatro réus enfrentaram acusações graves como cinco homicídios qualificados (motivos torpes, uso de recurso que dificultou a defesa e propósitos de garantir a execução, ocultação, impunidade ou vantagem em outros crimes), além de associação criminosa, tentativas de homicídio qualificado, roubos majorados, incêndio e destruição de cadáveres. Um quinto réu foi imputado apenas por associação criminosa.

O juiz Gilberto Pinto Fontoura foi responsável por estipular as penas, considerando as circunstâncias como extremamente graves. O magistrado destacou que as ações foram premeditadas, com uma execução metódica e uma frieza inusitada, utilizando o incêndio não só para queimar propriedade rival, mas também para eliminar pessoas e ocultar provas.

Modus Operandi dos Criminosos

As ações foram realizadas em plena luz do dia por múltiplos criminosos armados, representando um modus operandi de chacina que afetou várias vítimas em dois locais diferentes, revelando uma audácia chocante e total desprezo pela vida humana e pela ordem pública. O juiz Gilberto Pinto Fontoura preside o júri e enfatizou a gravidade das ações.

Defesa e Reações

O Portal iG tentou entrar em contato com a defesa dos réus para saber se há uma posição sobre a possibilidade de recurso, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço para resposta permanece aberto.

Penas Estipuladas

As penas determinadas variam de 3 a 209 anos de reclusão. Confira:

  • Jéferson da Silva Veiga: 209 anos, 10 meses e 20 dias em regime fechado;
  • Cristiano Berger: 209 anos, 10 meses e 20 dias em regime fechado;
  • Pablo Silva Souza da Silva: 164 anos, 10 meses e 20 dias em regime fechado;
  • Eduardo Matteo Torres: 140 anos, 9 meses e 5 dias em regime fechado;
  • Dionatan Freitas Vieira: 3 anos em regime semiaberto.

Histórico do Crime

A chacina ocorreu em plena luz do dia, quando o grupo criminoso invadiu duas casas em Cidreira, acreditando que esses locais eram pertencentes a uma facção rival. No primeiro local, eles eliminaram três pessoas e roubaram um veículo, colocando fogo na casa e carbonizando os corpos de duas vítimas. Eles também tentaram assassinar outras duas pessoas, que conseguiram sobreviver. No segundo endereço, mais duas pessoas foram assassinadas e uma terceira ficou ferida.