Seria o ódio o melhor caminho do adversário?

Quando a estratégia perde para o impulso as agressões se sucedem

Seria o ódio o melhor caminho do adversário?

Na política — e em qualquer disputa — o ódio costuma ser confundido com força. Não é. É, na maioria das vezes, a prova de fraqueza estratégica. Quem recorre ao ataque movido por ressentimento abandona o campo da razão e entrega ao adversário aquilo que ele mais deseja: previsibilidade.

O ódio encurta o pensamento, empobrece o discurso e afasta o eleitor que busca segurança, não instabilidade. Pode até mobilizar uma base já convencida, mas dificilmente conquista novos apoios. E eleição, no fim, se ganha ampliando, não apenas inflamando.

Adversários inteligentes constroem contraste, não guerra pessoal. Apresentam diferenças, não destilam rancor. Sabem que o eleitor percebe — e rejeita — o excesso, a agressividade gratuita e a falta de proposta.

O ódio pode até fazer barulho, mas raramente constrói vitória. Estratégia, equilíbrio e clareza continuam sendo armas mais eficazes do que qualquer explosão emocional.

No tabuleiro político, quem joga com raiva costuma perder para quem joga com inteligência.

Creditos: Professor Raul Rodrigues