Bolsonaro não teve acesso ao vídeo do filho, diz defesa
31/03/2026, 09:15:24
Defesa de Bolsonaro esclarece situação sobre vídeo
A defesa de Jair Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira (30), que o ex-presidente não teve ciência prévia da gravação realizada por seu filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Essa manifestação se deu em resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF), depois que o ministro Alexandre de Moraes concedeu um prazo de 24 horas para que Bolsonaro explicasse sobre o suposto acesso ao vídeo durante seu cumprimento de prisão domiciliar.
Atualmente, o ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e está em prisão humanitária domiciliar. Essa medida foi estabelecida por um período de 90 dias, após sua alta do Hospital DF Star, onde ficou internado devido a uma broncopneumonia bacteriana bilateral, diagnosticada na unidade prisional da Papudinha.
Na prisão domiciliar, Bolsonaro tem restrições severas, incluindo a proibição de usar celulares ou qualquer outro meio de comunicação externa, seja diretamente ou através de terceiros.
A solicitação de explicações surgiu após Eduardo Bolsonaro publicar em suas redes sociais que enviaria ao pai a gravação de sua participação em um evento voltado a políticos de direita nos Estados Unidos. Ele declarou: “Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai”.
Os advogados de defesa informaram ao STF que Bolsonaro não teve envolvimento na gravação, a qual foi realizada por um “terceiro”, e reforçaram que o ex-presidente está cumprindo rigorosamente todas as regras estabelecidas para a prisão domiciliar.
Em sua petição, a defesa pontuou que o peticionário observa de forma rigorosa, integral e contínua todas as condições fixadas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária. Isso inclui o cumprimento das vedações em relação ao uso de aparelhos de comunicação, redes sociais e a gravação de vídeos ou áudios, seja diretamente, ou por meio de terceiros. Ademais, garantiu que não houve contato com terceiros durante o período de cumprimento da pena em regime domiciliar.
“Não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o peticionário, tampouco gravação, reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária”, adicionaram os advogados da defesa.
Ao final dos 90 dias, o ministro Moraes determinou que uma nova análise seja realizada, inclusive com laudos médicos.
