Pai exige apreensão de irmãos que roubaram taxista
28/03/2026, 18:06:26
Contexto do Caso
O pai dos adolescentes que assaltaram um taxista no Rio de Janeiro afirmou que os meninos têm que ficar apreendidos e pagar pelo erro. O relato foi feito em uma entrevista para o jornal O Globo, divulgada nesta sexta-feira (27). Ele declarou: "Eles têm que ficar apreendidos, pagar pelo erro. Sou a favor da redução da maioridade penal. Se voltar para casa, vai fazer de novo."
Detalhes da Ação Criminosa
Dois adolescentes foram flagrados assaltando um taxista na região de Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O caso aconteceu na última segunda-feira (23). Os dois suspeitos são irmãos e foram apreendidos pela Polícia Civil durante esta semana. As imagens do assalto foram capturadas pela câmera interna do veículo e viralizaram nas redes sociais, levando a polícia a iniciar as investigações para localizar os suspeitos.
Captura dos Suspeitos
O mais novo, de 14 anos, foi encontrado escondido no telhado de um imóvel na comunidade da Quiririm, na Praça Seca, na Zona Sudoeste do Rio. O momento da captura do menor foi registrado pelo comissário da Polícia Civil, Ricardo Sá. A polícia também recuperou um simulacro de arma de fogo que havia sido utilizado no crime. Segundo a Polícia Civil, o adolescente já tinha antecedentes de envolvimento em outros casos de roubos a taxistas na região de Madureira, Vila Valqueire e outras áreas próximas.
O segundo suspeito, de 16 anos, foi localizado menos de 24 horas depois, no interior da comunidade Mata Quatro, no bairro de Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Para não ser reconhecido, ele alterou a cor do cabelo e da sobrancelha. Ao perceber a presença dos agentes da polícia, tentou fugir, mas foi detido. Estava com o celular que havia sido roubado do taxista e tentou se desfazer do aparelho antes da abordagem policial.
Declaração do Pai
Em outro vídeo registrado pelo comissário da Polícia Civil, Ricardo Sá, o pai dos meninos demonstra sua frustração e desespero. Ele afirma que pediu para os filhos pararem com o crime e que não estava mais aguentando a situação. "Pedi milhares de vezes, milhares (para eles saírem do crime). Todo mundo que me conhece sabe que eu sou trabalhador. Eu não estava aguentando mais."
