Creche reconhece culpa na morte de bebê por asfixia

Creche reconhece culpa na morte de bebê por asfixia

Creche admite responsabilidade pela morte de Noah Sibanda

Uma creche privada admitiu, nesta quarta-feira (25), em audiência no Wolverhampton Crown Court, a responsabilidade pela morte de Noah Sibanda, um bebê de 14 meses que foi sufocado durante o período de descanso, em Dudley, na Inglaterra, devido a práticas perigosas adotadas por funcionários. A admissão ocorreu no contexto de um processo que também investiga responsabilidades individuais de funcionários envolvidos no caso. Registros de câmeras de segurança mostraram a conduta da funcionária responsável pelo cuidado da criança. As imagens indicaram que o menino foi colocado de bruços sobre uma superfície macia, com a cabeça coberta, e mantido imobilizado enquanto resistia ao sono.

Confissão de culpa e falhas na gestão

Kimberley Cookson, de 55 anos, funcionária da creche, admitiu culpa por homicídio por negligência grave no caso da morte do bebê. A profissional já havia reconhecido anteriormente culpa por homicídio por negligência grave. Já a diretora do estabelecimento respondeu judicialmente por falhas nos protocolos sob sua gestão, alegando não ter conhecimento direto das ações da equipe no momento. O atendimento médico foi acionado após a equipe perceber, algum tempo depois, que a criança não apresentava sinais vitais. Ele foi levado a um hospital da região, no qual a morte foi confirmada.

Impacto da tragédia na família

Em manifestação pública, a mãe comentou a perda do filho ao abordar a ausência dele em momentos familiares. Ao mencionar o aniversário recente da filha, afirmou que o menino não chegou a completar a mesma idade e destacou a convivência que os dois poderiam ter tido. “Minha filha fez dois anos e ele nunca chegou a essa idade. Eles teriam sido uma dupla incrível”, relatou Masi Sibanda. Ela também descreveu características da criança, ressaltando seu comportamento tranquilo e afetuoso no cotidiano familiar. “Ele era muito calmo, relaxado e fácil de cuidar. Tornou tudo mais leve para mim como mãe de primeira viagem”, afirmou Sibanda.

Gravidade do caso e negligência na creche

A acusação destacou a gravidade do caso ao apontar falhas estruturais e riscos evidentes nas práticas adotadas. Segundo o promotor responsável, a situação expõe um cenário de negligência grave no ambiente de cuidado infantil. “Ele deveria estar seguro sob a responsabilidade de profissionais. A morte ocorreu por práticas perigosas de sono, que representavam um risco claro”, declarou Alex Johnson. Ainda de acordo com a promotoria, a instituição reconheceu falhas sistêmicas que contribuíram para o desfecho fatal, enquanto os envolvidos diretos também assumiram responsabilidade por suas ações.

Encerramento da creche e futuro dos envolvidos

Ainda de acordo com a promotoria, a instituição reconheceu falhas sistêmicas que contribuíram para o desfecho fatal, enquanto os envolvidos diretos também assumiram responsabilidade por suas ações. Após o ocorrido, o estabelecimento encerrou as atividades e permanece fechado. A sentença dos envolvidos está prevista para abril.