Morte de porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã

Morte de porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã

A morte de Ali Mohammad Naini

O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Ali Mohammad Naini, foi morto após ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel, segundo divulgado pela TV estatal iraniana nesta sexta-feira (20). Ainda conforme a agência Tasnim, a IRGC classificou o ataque como "um ato covarde de terrorismo patrocinado pelo Estado".

Confira trecho do comunicado divulgado pela estatal: “O honroso martírio do dedicado combatente na área da cultura e da mídia, Brigadeiro-General Ali Mohammad Naeini, Vice-Diretor de Relações Públicas e porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, no ataque terrorista criminoso perpetrado pelo inimigo americano-sionista na madrugada do último dia do mês sagrado do Ramadã, é expresso como uma demonstração de felicitações e condolências ao Comandante-em-Chefe, à estimada família do mártir, a todos os comandantes e corajosos Guardas da Revolução Islâmica, aos membros da mídia e ao povo da região de Kashan, que nutre o mártir.”

Tensões no Oriente Médio

Nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que Ali Mohammad Naini, nos últimos dois anos, "disseminou a propaganda terrorista do regime para seus aliados em todo o Oriente Médio, a fim de influenciar e promover ataques terroristas contra Israel".

Desde o início das tensões no Oriente Médio, oito figuras importantes do governo iraniano foram mortas: Ali Khamenei; Ali Larijani; Abdolrahim Mousavi; Aziz Nasirzadeh; Mohammad Pakpour; Abdolrahim Mousavi; Ali Shamkhani; Ali Mohammad Naini.

Escalada do conflito

Sem perspectiva de um cessar-fogo, o conflito no Oriente Médio entra na terceira semana. As tensões se iniciaram no final de fevereiro quando os Estados Unidos atacaram a região, em uma ação coordenada com Israel. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá. A ação militar matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

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Com a escalada das tensões, o Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países.

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De acordo com estimativas divulgadas por algumas fontes internacionais, mais de 1.200 pessoas teriam morrido desde o início das operações militares, incluindo ao menos 200 crianças e figuras importantes do governo iraniano.