Vivemos em tempos rápidos. Nada mais é feito para demorar
16/03/2026, 04:03:06O desafio é sobreviver nesse mundo de injustiças quando a soberba dos poderosos alcança mais uma vez ao povo, mola propulsora das rqiuezas e do poder. Mas ele nunca soube o poder que tem.

As mudanças nas inversões de valores no Brasil são gritantes diante de uma população estagnada, qual água parada que cria o pântano — água podre onde proliferam doenças e males.
Tanto que, na política, a união dos adversários torna-se a “ponte” para soluções e justificativas de governabilidade, para eleições ditas perfeitas e para a frase mais repetida dentro da seara: o importante é o mandato.
E o pior é que isso é verdade.
Assim, já se uniram jacaré com cobra-d’água, gasolina batizada, a globalização dos preços do petróleo com aumentos atribuídos a guerras — o que não se traduz, ao pé da letra, em falta do “ouro negro”. Enquanto isso, os Procons da vida ficam a bater cabeça sem solução, restando ao consumidor apenas pagar a conta.
A Justiça, em todas as instâncias, também se vê subvertida por decisões esdrúxulas, entre “nego” e “não nego”, parecendo mais a bandeira do Estado da Paraíba. Entre decisões de ministros da Suprema Corte, a credibilidade vai sendo cortada e ferida de morte por entre pares que, em muitos casos, deveriam pedir para sair.
Nas instâncias inferiores, o Judiciário tornou-se hoje o maior produtor de aposentadorias compulsórias — não por tempo de serviço, mas para aqueles que transgrediram a lei. Enquanto isso, para o deputado federal Eduardo Bolsonaro, a “lei” não se fez cumprir no mesmo prazo proposto para punir os homens da vala comum: trinta dias de faltas consecutivas.
Entre os órgãos mais desgastados em suas credibilidades diante do povo estão justamente aqueles que deveriam ser os mais importantes: a classe política, o Judiciário e o Executivo — pilares institucionais herdados do Iluminismo.
Falar em guerra tornou-se coisa da rotina. Mortes? Quais mortes? Poucos parecem dispostos a apurar os genocídios que se acumulam. E os genocidas? Estes têm tempo integral nas redes de televisão do mundo para ameaçar o resto da humanidade.
Vivemos tempos rápidos, em que quase nada é feito para durar.
