Papa Leão XIV clama por paz no Oriente Médio
16/03/2026, 15:00:48
Papa se manifesta após milhares de vítimas em conflito no Oriente Médio. Após conduzir a tradicional oração do Angelus no 4º Domingo da Quaresma (15), o Papa Leão XIV voltou a fazer um forte apelo pela interrupção das hostilidades no Oriente Médio. Diante da crescente violência registrada nas últimas semanas, o pontífice pediu o fim imediato dos combates e destacou o sofrimento da população civil atingida pelo conflito. As informações são do Vatican News.
A manifestação ocorreu ao meio-dia, quando o líder da Igreja Católica falou da janela do Palácio Apostólico para os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Na ocasião, ele lembrou que a região vive um novo ciclo de confrontos desde o fim de fevereiro, quando uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã ampliou as tensões já existentes.
De acordo com estimativas divulgadas por algumas fontes internacionais, mais de 1.200 pessoas teriam morrido desde o início das operações militares, incluindo ao menos 200 crianças. O papa afirmou acompanhar com preocupação os acontecimentos e garantiu orações às famílias que perderam parentes e amigos durante os bombardeios.
Segundo ele, as últimas duas semanas têm sido marcadas por intenso sofrimento para milhares de pessoas. Muitos civis foram mortos e outros tantos precisaram abandonar suas casas em busca de segurança. O pontífice também citou os ataques a estruturas civis, como escolas, hospitais e áreas residenciais, que aumentam o impacto humanitário da guerra.
Durante a mensagem, o líder religioso demonstrou solidariedade às vítimas e reiterou a necessidade de interromper o ciclo de violência. Para ele, o sofrimento vivido pelas populações da região reforça a urgência de buscar caminhos pacíficos para resolver o impasse.
Papa Leão XIV e sua preocupação com o Líbano. Além do confronto envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, o papa também destacou a situação no Líbano. O país enfrenta uma grave escalada de confrontos na fronteira, com combates entre o exército israelense e o grupo Hezbollah.
Segundo estimativas recentes, os enfrentamentos já provocaram cerca de mil mortes e levaram quase um milhão de pessoas a deixar suas casas dentro do território libanês. A crise humanitária preocupa autoridades internacionais e organizações de ajuda.
Diante desse cenário, o pontífice afirmou esperar que iniciativas de diálogo sejam retomadas para apoiar as autoridades libanesas na busca por soluções duradouras. Segundo ele, somente por meio da negociação será possível aliviar a crise que afeta o país e garantir condições de estabilidade para a população.
Ao encerrar a mensagem, o papa reforçou que a comunidade internacional precisa trabalhar para substituir o uso da força por negociações diplomáticas. Em sua avaliação, apenas o diálogo tem capacidade de abrir caminho para uma paz verdadeira e duradoura.
Dirigindo-se diretamente aos responsáveis pelos confrontos, ele fez um pedido para que as armas sejam silenciadas e que se restabeleçam canais de conversa entre as partes envolvidas. O pontífice afirmou que a violência não pode produzir justiça, segurança ou estabilidade, objetivos que, segundo ele, são esperados por todos os povos da região.
Em nome dos cristãos que vivem no Oriente Médio e de todas as pessoas que desejam a paz, o papa concluiu seu pronunciamento com um novo apelo: que o cessar-fogo seja alcançado e que o diálogo volte a ocupar o lugar das armas.
