EUA orientam cidadãos a deixarem Iraque após ataque
15/03/2026, 12:03:11
Comunicado foi emitido neste sábado (14), depois do ataque com mísseis contra o prédio da embaixada, que fica em uma zona fortemente protegida
A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá emitiu um alerta de segurança, neste sábado (14), orientando seus cidadãos a deixarem o Iraque imediatamente. O comunicado, que fala de ameaça significativa, foi emitido depois do ataque com mísseis contra o prédio da embaixada, que fica em uma zona fortemente protegida. “Cidadãos dos EUA que optarem por permanecer no Iraque são fortemente incentivados a reconsiderar, à luz da ameaça significativa representada por grupos militantes terroristas alinhados ao Irã.” O ataque à embaixada, neste sábado, foi reivindicado pelo grupo iraquiano Kataib Hezbollah, aliado ao Irã. Em resposta, o governo americano disse que vai enviar mais tropas para a região em conflito. A embaixada também pede para que americanos não tentem ir à sua sede em Bagdá ou ao Consulado Geral em Erbil por \"causa do risco contínuo de mísseis, drones e foguetes no espaço aéreo iraquiano\". O Departamento de Estado americano também já havia ordenado, no início do mês, que funcionários não essenciais e seus familiares deixassem países do Oriente Médio envolvidos no conflito, entre eles o Iraque, por medida de segurança. Nesta sexta-feira (13), ordenou que funcionários que não desempenham funções essenciais e suas famílias deixassem Omã. Mais cedo, na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esperar que outros países afetados pelo bloqueio feito pelo Irã no Estreito de Ormuz enviem navios para a área. Mencionou a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido, entre outros países. A Casa Branca disse que enviará mais três navios ao Oriente Médio, com uma força expedicionária de 2,5 mil fuzileiros navais, que se juntarão a mais de 50 mil militares americanos na região.
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã há 15 dias. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã, e outras autoridades do alto escalão do regime iraniano. Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então. Após a morte do líder supremo do país, um conselho do Irã elegeu seu filho Motjaba Khamenei para substituí-lo. Donald Trump deu uma declaração dizendo que não estava feliz com a escolha. Nesta sexta (13), o presidente dos Estados Unidos, novamente na Truth Social, afirmou que o Irã estaria \"totalmente derrotado\" e que não está disposta a aceitar um acordo de cessar fogo.
