Homem vestido de palhaço é denunciado por assédio na Ufal
13/03/2026, 22:07:59
Homem vestido de palhaço entra na Ufal e é denunciado por assédio
Estudantes informaram à polícia que suspeito importunou as pessoas, deu beijos sem permissão e fez comentários com conotação sexual. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher investiga o caso.
Estudantes de diversos cursos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) denunciaram casos de assédio após um palhaço entrar em algumas salas de aula do Campus A.C. Simões, em Maceió, na quinta-feira (12). A Polícia Civil investiga o caso. A universidade se manifestou sobre o ocorrido.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, um homem aparece vestido com roupas de palhaço e interagindo com estudantes e professores.
O homem foi identificado como Paulo Henrique Deptuesqui, de 51 anos. Ele não foi preso, mas a Polícia Civil de Alagoas informou que investiga o caso.
Estudantes de diversos cursos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) denunciaram casos de assédio após um palhaço entrar em algumas salas de aula do Campus A.C. Simões, em Maceió, na quinta-feira (12). A Polícia Civil investiga o caso. A universidade se manifestou sobre o ocorrido. Em vídeos que circulam nas redes sociais, um homem aparece vestido com roupas de palhaço e interagindo com estudantes e professores. O que aparentava ser uma intervenção artística assustou quem estava no local.
O homem foi identificado como Paulo Henrique Deptuesqui, de 51 anos. Ele não foi preso, mas a Polícia Civil de Alagoas informou que investiga o caso e que, segundo os relatos, ele importunou as pessoas, deu beijos sem permissão e fez comentários com conotação sexual.
Pelo menos um Boletim de Ocorrência foi registrado denunciando o caso. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) está responsável pelas investigações.
O g1 conversou com uma estudante de Jornalismo que preferiu não se identificar. Ela estava em uma sala de aula na qual Paulo entrou. De acordo com ela, essa não é a primeira vez que o palhaço aparece no campus. "Ele não bateu na porta, só entrou e pediu para fazer uma apresentação sobre meio ambiente. As pessoas até riram, mas era nítido que estavam desconfortáveis com a situação. Ele ficou perguntando se as mulheres eram solteiras, ficou batendo com um martelinho de plástico na cabeça das pessoas e chegou próximo de um aluno e mandou um beijo", contou a estudante.
A aluna explicou ainda que, depois que o homem foi embora, a professora chegou a trancar a porta da sala. Antes dele sair do local, ele colocou a chave pix no quadro, o que possibilitou a identificação dele.
Um estudante de Serviço Social, que também preferiu não se identificar, contou que o palhaço chegou a ir até a sala dele, mas só abriu a porta, olhou e saiu. Segundo ele, a prática se repetiu em várias salas do curso, o que incomodou quem estava presente.
Por meio de nota, a Universidade Federal de Alagoas informou que, assim que soube do caso, uma equipe de segurança foi acionada, abordou o suspeito e o conduziu até a saída da Ufal, devido ao incômodo aos discentes e por atrapalhar as atividades acadêmicas.
A universidade reforçou ainda que o local é um espaço público e aberto e, por isso, há um grande fluxo de pessoas diariamente, inclusive para acessar os serviços prestados pelas ações de extensão, como atendimentos de saúde e atividades esportivas. Por fim, a Ufal afirmou que, além da segurança patrimonial, conta com apoio das forças de segurança pública do estado e que o Conselho Universitário deve convocar uma reunião para discutir o caso.
